Os deputados do Chega açoriano visitaram a Escola Secundária da Lagoa, em jeito de antevisão do próximo ano letivo e, segundo um comunicado do partido, “depararam-se com um problema que afeta a esmagadora maioria das escolas de toda a região”, que é a falta de manutenção dos edifícios escolares.
A situação, adianta, obriga as direções dos estabelecimentos de ensino a fazerem “obras cirúrgicas nos problemas estruturais mais urgentes”.
“O problema foi que durante anos se construíram escolas, não se pensou na manutenção e hoje estamos a pagar a fatura. Os Governos [Regionais] esqueceram-se de projetar a escolas para o futuro. Construir sim, mas manter [os edifícios escolares] em boas condições no futuro”, referiu a deputada Olivéria Santos, citada numa nota de imprensa.
A parlamentar acusou os antigos Governos Regionais socialistas de “apenas construírem edifícios” e o atual executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM de se debater com “o problema de não ter dinheiro para a manutenção”.
Olivéria Santos lembrou que o Chega tem tentado ajudar a resolver alguns dos problemas mais graves, inscrevendo verbas no Plano e Orçamento Regional, mas “são tantos que não se consegue chegar a todas as escolas ao mesmo tempo”.
Segundo o Chega/Açores, apesar dos problemas de manutenção, a Escola Secundária da Lagoa está a postos para o início de um ano letivo tranquilo, apesar de adiado devido a falhas nos exames nacionais.
Com 730 alunos inscritos para o ano letivo 2026/2027, o número de professores e de assistentes operacionais é o necessário, “não recebendo nenhum dos 108 assistentes operacionais que irão reforçar as escolas, anunciados pelo Governo Regional para este ano letivo”, indicou.
A Escola Secundária da Lagoa tem tudo a postos para o arranque do ano letivo, “se ninguém faltar ao trabalho ou se não houver baixas médicas logo no início do ano letivo”, referiu Olivéria Santos, que lembrou a resposta do Governo Regional a um requerimento do partido que dava conta que a educação é “o setor público onde há mais baixas médicas”.
“Nem todas as baixas são fraudulentas, mas é uma situação que precisa de ser revista, mais bem fiscalizada, até para proteger quem está realmente doente e tem uma baixa verdadeira”, afirmou.
A parlamentar do Chega/Açores entende que, tal como acontece no setor privado, “é preciso haver mais denúncias e mais fiscalização das baixas médicas, para que não haja abusos do sistema”.
