Cavaco Silva apela ao fim de comportamentos isolacionistas


 

Lusa/AO On Line   Nacional   7 de Nov de 2010, 06:39

O Presidente português disse hoje que Portugal vai exercer o mandato no Conselho de Segurança da ONU com espírito de promoção do diálogo e afirmou, num discurso frente ao presidente chinês, que é preciso evitar a confrontação, isolacionismos e protecionismos.
 

“Face à interdependência, que caracteriza a realidade dos nossos dias, há que saber evitar a confrontação, o isolacionismo e o protecionismo e trabalhar em conjunto a favor da abertura e transparência dos mercados e em nome de um sistema global mais justo e equilibrado, que privilegie o diálogo construtivo entre parceiros”, disse o Presidente Cavaco Silva, no banquete de Estado em honra do Presidente da República Popular da China, Hu Jintao.

“É com este espírito e com esta convicção que Portugal se prepara para exercer o seu mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no biénio 2010-2012”, sublinhou Cavaco.

Portugal foi eleito em outubro para o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

No seu discurso no banquete oficial, Hu Jintao realçou que “Portugal continua a obter novos progressos no seu desenvolvimento económico-social e na promoção da sua cultura, desempenhando um papel cada vez mais importante nos assuntos internacionais”.

O presidente português, por seu lado, afirmou ainda que o mundo vive alturas de “grandes desafios” e que a crise económica e financeira mundial “veio por em evidência a necessidade de uma revisão da arquitetura financeira e da regulação e supervisão” à escala global.

“É importante recordar as lições que o passado nos legou”, lembrou também o presidente português, referindo-se à reunião da próxima semana do G20, que decorre na Coreia do Sul.

O grupo das 20 maiores economias do mundo, prepara-se para discutir a questão do valor das principais divisas mundiais – nomeadamente o valor do dólar americano face ao yuan chinês – e os desequilíbrios nas balanças comerciais dos mais importantes mercados, com os Estados Unidos, entre outros países, a acusar a China de manter a sua moeda artificialmente baixa para tornar mais baratas as suas exportações.

Pequim e outras grandes economias emergentes criticam, por seu lado, as políticas extraordinárias de liquidez (‘quantitative easing’) que os Estados Unidos adotam e que, afirmam, vão colocar demasiadas pressões sobre as outras moedas e as outras economias, face ao dólar.

O presidente chinês Hu Jintao iniciou hoje uma visita oficial de dois dias a Portugal, a primeira de um chefe de Estado da China em mais de uma década.


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