Arrendar ou comprar casa em Ponta Delgada consome mais de 57% do salário

A taxa de esforço para comprar uma habitação na maior cidade do arquipélago atinge os 57%, percentagem que sobe para os 58% em caso de arrendamento



Residir em Ponta Delgada não é para qualquer carteira: seja de renda ou aquisição, o esforço financeiro exigido leva mais de metade do salário, revelam os dados disponibilizados ontem pelo  portal imobiliário Idealista.

Os dados são referentes ao segundo trimestre deste ano e são esclarecedores: a maior cidade do arquipélago está entre aquelas que maior taxa de esforço exige na altura de procurar um teto.

A média nacional situa-se nos 82%, na renda, e nos 76%, na compra de casa. Um esforço “elevado”, considera o portal: “Arrendar ou comprar casa consome grande parte do rendimento familiar, refletindo as dificuldades que muitas famílias enfrentam para aceder a habitação adequada. Apenas algumas cidades apresentam condições menos pressionadas, mostrando que o mercado imobiliário nacional permanece desafiante”.

Rendas altas

Começando pelo mercado de arrendamento, Ponta Delgada é a sexta cidade, das 20 analisadas pelo Idealista, onde a renda consome uma fatia maior do salário (57%), quase o dobro do limite máximo recomendado para a taxa de esforço (33%) estabelecido pelo Banco de Portugal. A taxa de esforço é percentagem do rendimento mensal líquido que se destina a pagar os empréstimos contratados.

À frente da cidade micaelense estão Faro (101%), Funchal (99%), Lisboa (80%), Porto (69%) e Setúbal (66%).

Apenas quatro cidades estão ligeiramente acima do limite ou abaixo: Bragança (34%), Beja (33%), Castelo Branco (31%) e Guarda (31%) e Portalegre (30%) que surge como a cidade mais acessível para arrendar casa.

Comprar também exige esforço

Se a intenção é compra de casa, o cenário não muda muito, apesar dos números apresentados pelo portal de imobiliário serem mais baixos. 

Ponta Delgada, com 57%, é a oitava mais “cara” entre 20 cidades, com uma taxa de esforço que é, ainda assim, menos de metade do que a exigida no Funchal (115%), a líder do ranking.

Lisboa (99%), Faro (84%), Porto (82%), Aveiro (72%), Setúbal (58%) e Braga (58%) são as cidades à frente de Ponta Delgada, assinaladas pelo Idealista como aquelas onde a compra de casa “continua acima dos níveis considerados sustentáveis”.

No lote de capitais de distrito mais acessíveis à carteira estão Guarda (20%), Portalegre (23%), Castelo Branco (23%), Bragança (27%), Beja (30%) e Vila Real (31%), as únicas com taxas de esforço abaixo do limite máximo.

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