Os Açores registaram uma descida homóloga de 11,3% no número de desempregados inscritos nos centros de emprego em maio de 2026, um desempenho superior à redução de 8,7% verificada no conjunto do país, segundo os dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Os centros de emprego dos Açores contabilizavam 3922 desempregados. Destes, 2793 encontravam-se inscritos há menos de um ano, representando 71,2% do total, enquanto 1129 estavam desempregados há mais de 12 meses, o equivalente a 28,8%.
A distribuição por idades mostra que a faixa dos 35 aos 54 anos continua a concentrar a maior proporção de desempregados, com 45,5% do total. Os desempregados entre os 25 e os 34 anos representavam 25%, enquanto os jovens com menos de 25 anos correspondiam a 13% dos inscritos. A população com 55 ou mais anos representava 16,5%.
Os dados revelam ainda que há mais mulheres desempregadas do que homens na Região. Dos 3922 desempregados contabilizados, 2157 eram mulheres e 1765 eram homens.
Durante o mês de maio, foram registados 505 pedidos de emprego nos Açores. Destes, 473 correspondiam a pessoas à procura de um novo emprego, enquanto 32 eram pedidos apresentados por quem procurava trabalho pela primeira vez. Foram ainda registados sete pedidos de empregados à procura de uma nova colocação, elevando para 512 o número total de pedidos de emprego.
Em termos de habilitações literárias, o maior número de inscritos corresponde a pessoas com o ensino secundário, num total de 1032 desempregados, seguidos dos que têm o 3.º ciclo do ensino básico (990) e o 2.º ciclo (749). O 1.º ciclo do ensino básico reúne 501 desempregados, enquanto 342 possuem formação superior. Por outro lado, 308 inscritos não têm qualquer nível de instrução.
Ao mesmo tempo, os centros de emprego da Região dispunham de 110 ofertas de trabalho e realizaram 88 colocações, números que evidenciam a dinâmica do mercado laboral açoriano.
Por grupos profissionais, os trabalhadores de limpeza eram os que apresentavam o maior número de desempregados, com 683 inscritos, seguindo-se os trabalhadores dos resíduos e de outros serviços elementares, com 670. Os trabalhadores dos cuidados pessoais e similares contabilizavam 328 desempregados e os vendedores 236.
Entre
os grupos mais representados figuravam ainda os trabalhadores não
qualificados da indústria, construção, indústria transformadora e
transportes, os empregados de escritório e os profissionais de apoio
direto a clientes.
Há mais de 274 mil desempregados em Portugal
No final de maio, estavam inscritos nos serviços de emprego do continente e das Regiões Autónomas 274.766 desempregados, menos 26.139 do que no mesmo mês de 2025 e menos 8.524 em relação a abril deste ano. O número total de desempregados correspondia a 66% dos 416.487 pedidos de emprego registados pelo IEFP.
Dos quase 275 mil desempregados registados em todo o país no final de maio, 105.376 encontravam-se na região Norte, 94.361 em Lisboa e Vale do Tejo, 40.893 no Centro, 14.022 no Alentejo, 10.893 no Algarve, 5.360 na Madeira e 3.922 nos Açores.
Todas as regiões registaram quebras homólogas em maio, sendo que o Norte (-12,3%), os Açores (-11,3%) e a Madeira (-9,7%) registaram as maiores descidas.
Relativamente aos grupos de profissões com maior número de desempregados, o destaque vai para os “Trab.não qualif. ind. extrativa, construção, ind. transfor. e transportes”, com 28.640 desempregados, seguindo-se os trabalhadores de limpeza, com 27.176 desempregados no país.
