Maricarmen tinha 87 anos. Viveu cerca de sete décadas na mesma casa, em Madrid, até ser despejada e sair numa maca. Morreu no hospital dias depois. Convém escrever isto sem o conforto dos eufemismos: uma mulher perdeu, no fim da vida, o lugar onde a tinha vivido. Cumpriu-se uma decisão judicial de despejo. Ficou por cumprir a decência. E nenhuma condolência posterior devolve a alguém a última porta...
Maricarmen
Conteúdo exclusivo para subscritores.
Estar informado custa menos do que um café por dia!
Inclui acesso à totalidade das edições impressas, em formato digital, dos jornais e dos respetivos suplementos semanais ou da revista.
