“Há gente interessada em pôr pedras no caminho, mas não é de agora. As pedras no caminho da coligação foram desde o início. Desde que ela começou que há gente que não gosta. Quer num partido, quer no outro”, afirmou Artur Lima, à margem de uma cerimónia com a Comissão Fulbright, em Ponta Delgada.
A 28 de abril, o social-democrata e presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, disse que os acordos de coligação entre os três partidos vigoram até 2028 e que nas próximas eleições regionais o PSD concorrerá sozinho.
“Vamos cumprir os nossos acordos. […] Sou cumpridor dos meus compromissos e da palavra dada, e, portanto, vou cumprir a palavra dada. A [atual] coligação pré-eleitoral vai até 2028, […] isso significa que, a partir de 2028, não há coligação pré-eleitoral. É o que foi acordado, é o que vai ser cumprido”, disse José Manuel Bolieiro em entrevista ao ‘podcast’ da Antena 1 Política com Assinatura.
Esta quarta-feira, quando questionado pelos jornalistas sobre a posição do CDS-PP/Terceira, Artur Lima disse “respeitar” a posição dos militantes.
“Sou presidente da comissão política da ilha Terceira do CDS-PP, sou presidente do CDS-PP/Açores, sou vice-presidente do CDS nacional e sou vice-presidente do Governo [Regional]. Tenho esses cargos todos. Como tenho esses cargos todos respeito a autonomia de cada um”, afirmou.
O vice-presidente rejeitou que a posição manifestada pelo CDS-PP afete a “coesão” do Governo dos Açores, lembrando que José Manuel Bolieiro “sempre disse que a coligação não é uma fusão”.
“Às vezes se um se excede mais num comentário ou se o outro se excede mais num comentário, não é isso que vai afetar a coligação. Há coisas que às vezes podem ser evitadas, é verdade, mas todos nós somos humanos e todos nós, às vezes, dizemos aquilo que não queremos dizer”, reforçou.
Artur Lima assegurou, contudo, que a “coligação está coesa” e recusou qualquer diferendo entre o vice-presidente e o presidente do Governo dos Açores.
“Ainda anteontem [segunda-feira] estive com o senhor presidente do Governo [Regional]. Estivemos os dois a almoçar em Angra, estivemos a almoçar e a passear em Angra. Não há nenhum problema na coligação”, realçou.
Contudo, acrescentou, “o senhor presidente do Governo [Regional] não pode impedir que alguns setores do PSD se manifestem, como eu não posso impedir que algumas áreas do CDS-PP se manifestem”.
