Venezuela/Sismo: Número de mortos aumenta para 4.333 e há 19 mil desalojados

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, atualizou o número de mortes provocadas pelos sismos de 24 de junho para 4.333, havendo ainda 315 corpos por identificar e 19 mil pessoas desalojadas.



"O número de venezuelanos e venezuelanas que faleceram em consequência do impacto direto dos terríveis sismos de 24 de junho ascende a 4.333", declarou Rodríguez numa conferência de imprensa citada pela agência espanhola de notícias, a Efe.

Até sexta-feira, "havia 315 pessoas não identificadas, que não foi possível identificar porque não foram reconhecidas nem, ao recolher as impressões digitais, conseguimos associá-las a um documento de identificação; isso representa 7% do total de falecidos», afirmou Rodríguez, atualizando o balanço anterior de 4.118 mortos.

Os dois sismos ocorreram com um intervalo de 39 segundos e afetaram principalmente a capital, Caracas, e o estado vizinho de La Guaira, onde acampamentos improvisados acolhem refugiados em estádios, praças públicas e passeios.

No encontro com os jornalistas, Rodriguez afirmou que há mais de 19 mil pessoas a viver em acampamentos porque ficaram sem as suas casas e explicou que o governo não indica um número oficial de desaparecidos para não alimentar "especulações", mas a ONU estimou, dois dias depois da tragédia, que há cerca de 50 mil pessoas desaparecidas.

Entre os 4.333 mortos e 16.740 feridos há 110 mortos portugueses e 55 desaparecidos.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

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