A instância federal de recurso deu razão aos defensores da preservação do património histórico que interpuseram uma ação judicial para impedir a construção.
O tribunal indicou ainda que iria suspender a aplicação da sua própria decisão por duas semanas, para permitir que a administração Trump possa recorrer da decisão no Supremo Tribunal dos Estados Unidos.
“A decisão sobre se um salão de baile de grandes dimensões deve ou não ser construído cabe ao Congresso e não é uma questão que o Poder Executivo [administração] possa resolver por conta própria”, escreveu o tribunal na deliberação.
“Esta decisão não tem absolutamente nada a ver com o facto de o salão de baile proposto ser ou não desejável, do ponto de vista político. Esta decisão nem sequer significa necessariamente que os réus não possam, em última instância, construir o salão de baile”, adiantou a instância judicial no mesmo texto.
No entanto, frisou o tribunal, significa que “os réus não podem fazê-lo [continuar a construção] durante o processo judicial acelerado no tribunal distrital sem obter a autorização do Congresso, tal como exigido pela Constituição e pelas leis”.
Trump tem insistido na construção deste salão de baile na Casa Branca, que anunciou pouco depois de ter começado o segundo mandato, em janeiro de 2025, e voltou a sublinhar a alegada importância do novo espaço após o tiroteio no Jantar Anual de Correspondentes em Washington, ocorrido em abril passado.
Em junho, o jornal The Washington Post noticiou que esta construção custará até 600 milhões de dólares (cerca de 517 milhões de euros ao câmbio atual), metade dos quais financiados com fundos públicos.
O orçamento do projeto, um dos mais ambiciosos realizados no recinto da Casa Branca em mais de um século, tem crescido constantemente.
As verbas associadas ao projeto, financiado principalmente por doações privadas, já tinham aumentado de 200 milhões de dólares para 400 milhões de dólares.
O Presidente republicano já tinha provocado uma onda de protestos ao ordenar a demolição de uma ala inteira da Casa Branca para a concretização deste projeto.
O futuro salão deverá ter capacidade para receber até mil pessoas.
