"Estamos a inverter a situação e, portanto, podemos começar a ver a luz ao fundo do túnel na luta contra estes incêndios", disse Pedro Sánchez, numa conferência de imprensa em Madrid no final da reunião semanal do Conselho de Ministros.
O primeiro-ministro sublinhou que é preciso manter "todas as precauções" e ainda há pela frente "dias e horas complexas", sobretudo porque estão a subir as temperaturas em todo o país e se aproxima uma onda de calor.
"Neste momento permanecem ativos oito grandes incêndios em Espanha", revelou o líder do Governo.
Sánchez confirmou que o Conselho de Ministros declarou hoje zonas de catástrofe (oficialmente "zonas gravemente afetadas por emergências de proteção civil") as áreas calcinadas pelos fogos, o que permitirá começar "a mobilizar ajudas" para os afetados e a recuperação e reconstrução, assim como avaliar "a magbitude desta catástrofe".
O primeiro-ministro lembrou que já arderam em 2026 em Espanha 170.000 hectares, seis vezes a área queimada no mesmo período de 2025, que já tinha sido "um ano particularmente difícil".
Sánchez lembrou também as 13 pessoas que morreram este ano em fogos em Espanha (12 no início de julho em Almería e uma no sábado passado em Valência).
"É evidente que a emergência climática mata", defendeu, para voltar a apelar a um "pacto de estado contra as alterações climáticas".
Por causa dos grandes fogos que atingem o centro do país desde quinta-feira passada, Espanha declarou a situação de emergência nacional nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo.
Os incêndios nestas três províncias vizinhas já levaram a confinar ou a retirar de casa mais de 90.000 pessoas desde quinta-feira e já queimaram mais de 77.000 hectares.
O incêndio de Ávila, com mais de 50.000 hectares ardidos, é já o maior de que há registo na história de Espanha, segundo o Governo.
