Região está a atribuir 241 novas habitações em regime de arrendamento

No total, vão ser disponibilizadas às famílias açorianas 241 habitações. Medida foi regulamentada em 2025 e inclui novas moradias construídas em São Jorge, ilha que vai contar também com a cedência de 10 lotes infraestruturados



O Governo dos Açores vai atribuir 241 novas habitações em regime de arrendamento com opção de compra. Incluídas nesta medida estão quatro moradias de tipologia T3 construídas no Loteamento dos Casteletes, na freguesia da Urzelina, em São Jorge, num investimento “superior a 800 mil euros, financiados pelo PRR”.

Segundo nota de imprensa, a medida foi regulamentada pelo Governo Regional em 2025, sendo uma “ponte entre o arrendamento e a propriedade, já que os titulares dos contratos de arrendamento têm a oportunidade de exercer a opção de compra decorrido um ano da assinatura do contrato de arrendamento com a região”.

Maria João Carreiro, secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, considera que a iniciativa é “justa e realista”, referindo também que permite a abertura de “caminho para que mais famílias e jovens trabalhadores possam ter casa própria a preços compatíveis com os seus rendimentos”.

“Num momento em que são exigidos esforços acrescidos às famílias e aos jovens até agora excluídos dos apoios públicos à habitação, este Governo dos Açores escolhe agir e criar soluções para aqueles que trabalham, descontam e querem construir o seu futuro nos Açores”, frisou. 

A dirigente sublinha ainda que a escolha do regime de arredamento para a atribuição das habitações representa uma opção política clara: “confiar nas famílias e apoiar os jovens açorianos, valorizando o seu esforço mensal com o pagamento das rendas, numa solução duradoura”.

Também nos Casteletes, o Governo Regional lançou um concurso público para a “cedência de 10 lotes infraestruturados para construção de habitação própria”, sendo que os beneficiários dos lotes “pagam apenas até 45% do valor do lote, podendo ainda beneficiar de comparticipação até cinco mil euros para a aquisição de projetos de arquitetura e especialidades e de apoio à autoconstrução”.

“Estamos a trabalhar em diferentes soluções habitacionais para diferentes necessidades”, garantiu a governante, sinalizando que o investimento público é “fundamental para responder ao desafio da habitação”. 

A mesma explica também que as soluções não passam só pela construção pública, sendo também importante haver estímulos à construção privada através da redução dos custos e dos obstáculos à construção por parte das famílias.

A cedência de lotes infraestruturados para construção e o apoio à autoconstrução foram outras medidas elencadas pela dirigente.

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