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PSD/Açores quer regime jurídico para a atribuição de apoios a associações

O líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, deixou terça-feira uma “palavra de confiança na juventude e no associativismo jovem” e defendeu um regime jurídico independente e objetivo para a atribuição de apoios a estas instituições.

PSD/Açores quer regime jurídico para a atribuição de apoios a associações

Autor: Lusa/AO Online

De visita à associação Unojovens de Ponta Garça, no concelho de Vila Franca do Campo, em São Miguel, o social-democrata expressou uma “palavra de confiança na juventude e no associativismo jovem, como essenciais para o presente e o futuro dos Açores e da nossa sociedade”, mas, assinalou, também “um outro sinal de responsabilidade e responsabilização política”.

O presidente da estrutura regional do PSD acredita que “o financiamento público, para o sucesso, o empreendedorismo e o dinamismo destas associações,” deve ser “justo, independente e desgovernamentalizado”.

“É preciso, por isso, criar um regime jurídico de estabilidade, de previsibilidade e, sobretudo, de máxima independência e objetividade na atribuição dos apoios”, defendeu o dirigente, já que “é assim que o jovem acredita na política, porque tem capacidade e responsabilidade de poder assumir, por si, a sua iniciativa”, considerou.

José Manuel Bolieiro afirmou ainda que “não se pode querer a participação dos jovens, quando se pretende, através do financiamento público, manipular e condicionar” as suas iniciativas.

O candidato a presidente do Governo Regional nas eleições de 25 de outubro entende que “o associativismo jovem é uma verdadeira escola cívica da participação cívica, não só social, cultural, educativa, desportiva, recreativa, mas também, sobretudo, política”, porque permite “cultivar as responsabilidades da política, da missão pública, que se presta, também, no associativismo”.

Espera, por isso, que estas iniciativas mobilizem os jovens a “participarem nos atos eleitorais”, de forma a combater a abstenção, numa geração que considera estar “cada vez mais descrente da política e dos políticos”.

Depois de visitar as novas instalações e de se reunir com os dirigentes da associação, Bolieiro deixou “um público reconhecimento à capacidade criativa e de fazer da Unojovens de Ponta Garça”.

O dirigente elogiou “o histórico de realizações” e a “capacidade de fazer por mão própria a recuperação e reabilitação de um edifício, que estava abandonado – uma escola do Plano dos Centenários – que agora tem uma utilização muito valorizadora, do edifício e até deste ordenamento que a freguesia da Ponta Garça tem, na mobilização e concentração de jovens em várias atividades”.


 
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