No ano passado cometeram-se 38.558 violações graves contra crianças, como se depreende do último relatório do secretário-geral sobre crianças e conflitos armados.
"2025 foi, sem dúvida, um dos mais negros para a proteção da criança desde que começou a monitorização", disse a representante especial de António Guterres para Crianças e Conflitos Armados, Vanessa Frazier.
No total, 24.174 menores foram afetados, milhares dos quais foram vítimas de múltiplas violações.
As violações mais observadas foram as mutilações e os assassínios, com estes a aumentarem 34% em relação a 2024.
A ONU também detetou outros abusos contra menores, como a negação de assistência humanitária, o recrutamento e a utilização de crianças e a violência sexual.
Sobre esta última, denuncia-se que continua a ser usada "sem travões" como tática de guerra.
Israel na Palestina, República Democrática do Congo, Nigéria, Birmânia e Somália concentraram o maior número de violações graves contra menores verificadas pela ONU em 2025.
O último ano está marcado também por ser a primeira vez em que as forças governamentais são as principais responsáveis das violações graves contra crianças.
