Número de turistas chegados a Portugal cresce 3,3% para 29,9 milhões em 2025

O número de turistas a chegados a Portugal cresceu 3,3% em 2025 para 29,9 milhões de pessoas, um abrandamento face ao crescimento de 9,3% em 2024, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).




O mercado espanhol manteve a liderança entre os mercados emissores, apesar do decréscimo de 0,6%, representando uma quota de 23,8%.

O mercado do Reino Unido (11,9% do total) manteve-se como o segundo principal mercado emissor e foi o único, entre os três principais mercados emissores de turistas internacionais, a crescer (+1,9%).

Seguiu-se o mercado francês (10,9% do total), mas que diminuiu 2,9%.

Em 2025, a despesa média por turista em cada viagem registou um decréscimo de 4,2% face ao valor de 2024, fixando-se em 265,1 euros.

A generalidade dos meios de alojamento turístico registou 34,8 milhões de hóspedes, que deram origem a 89,7 milhões de dormidas em 2025, correspondendo a aumentos de 2,2% e 1,6%, respetivamente.

O mercado interno gerou 29,5 milhões de dormidas em 2025, correspondente a 32,9% do total e a um acréscimo de 3,5% face ao ano anterior. Os mercados externos deram origem a 60,2 milhões de dormidas, refletindo um crescimento anual de 0,6%.

Em 2025, 70 municípios registaram um número de dormidas de não residentes superior ao número de dormidas de residentes.

As dormidas de não residentes representaram 67,1% das dormidas na generalidade dos meios de alojamento em 2025, tendo este sido um dos anos, desde 2013, com maior dependência dos mercados internacionais, apenas superado por 2017 e 2024, anos em que estes mercados representaram, respetivamente, 67,8% e 67,7% do total. Face a 2024, a dependência de mercados externos, em termos de dormidas, recuou 0,6 pontos percentuais (p.p.).

A taxa de sazonalidade diminuiu para 36,4% e atingiu o valor mais baixo desde 2013. Este indicador foi mais elevado entre os residentes (40,4%) do que entre os não residentes (34,4%), embora tenha diminuído em ambos os casos.

As deslocações turísticas dos residentes atingiram 26 milhões, acelerando 13,7%, em resultado da dinâmica das viagens em território nacional, que aumentaram 14% face ao ano anterior, atingindo 22,2 milhões, e das deslocações para o estrangeiro, que cresceram 12,5% em comparação com 2024, alcançando 3,9 milhões em 2025.

O Alentejo continuou a registar a maior taxa de sazonalidade (43,6%, como em 2024), seguido pela Península de Setúbal (41,4%, após 42,2%).

Em sentido contrário, a Região Autónoma da Madeira e a Grande Lisboa registaram os valores mais baixos deste indicador (29,7% e 30,3%, após 29,5% e 30,0%, respetivamente).

Considerando as dormidas de residentes, o Algarve foi a única região com uma taxa de sazonalidade superior a 50% (55,9%). Em sentido contrário, a Grande Lisboa e a Região Autónoma dos Açores registaram os valores mais baixos deste indicador (28,0% e 30,3%, respetivamente).

Relativamente às dormidas de não residentes, as maiores taxas de sazonalidade observaram-se na Região Autónoma Açores (46,9%) e no Centro (42,0%). Em sentido contrário, a Região Autónoma da Madeira (28,8%) e a Grande Lisboa (30,8%) registaram os valores mais baixos deste indicador.


PUB

De um total de 79 jackpots do Euromilhões, registados em Portugal desde 2004, nenhum prémio máximo foi atribuído na região, que em 2025 apostou 46,2 ME em jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa