A Lotaçor melhorou os resultados operacionais em 2025, em 387 mil euros, insuficiente, ainda assim, para inverter o resultado líquido negativo, que a 31 de dezembro do ano passado se situou nos 2,42 milhões de euros, de acordo com a nota de imprensa a que o Açoriano Oriental teve acesso.
A empresa pública, que tem 199 funcionários espalhados nas nove ilhas, com 11 lotas e 30 postos de recolha, viu o passivo total aumentar de 28,5 milhões de euros em 2024 para 30,5 milhões de euros.
Segundo a nota de imprensa, o volume de pescado descarregado na Região Autónoma dos Açores sofreu um aumento de 34% (3,29 mil toneladas), situando-se nos 12,9 mil toneladas, com os tunídeos (em particular o Bonito) a terem um peso significativo.
O valor do pescado também sofreu uma variação positiva na ordem dos 17,9% (mais 7,14 milhões de euros face a 2024), para um total de 46,9 milhões de euros.
Contudo, o preço médio por quilograma em 2025 foi inferior ao ano transato em 12,1%, passando de 4,12 euros para 3,62 euros, o que é explicado pela diminuição das quantidades descarregadas e do preço médio de algumas das espécies mais descarregadas nos Açores, como a Albacora, o Pargo ou a Abrótea.
Em termos de investimentos, a Lotaçor teve a empreitada de construção de um posto de transformação para o Entreposto Frigorífico da Madalena do Pico, e a aquisição de caixas destinadas ao acondicionamento e movimentação do pescado na região, num valor superior de 265 mil euros.
Foram ainda iniciados os procedimentos de contratação pública para a aquisição de gruas de movimentação de cargae gruas eletro-hidráulicas, no valor de 1,05 milhões de euros, ao abrigo do PRR, investimentos previstos concluir no primeiro semestre do ano corrente.
A olhar
para 2026, a Lotaçor prevê concentrar os investimentos, no âmbito do
Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura
(FEAMPA), na requalificação da rede de lotas, com prioridade para o
posto de recolha de Vila Franca do Campo e a requalificação e ampliação
da lota de Ponta Delgada, obras que o conselho de administração
classifica de “investimentos mais estruturantes no setor das pescas”.
