A equipa feminina do Clube K encerrou a sua participação na Liga na época 2025/2026 com um oitavo lugar, depois de ter caído nos play-offs de atribuição do sétimo e oitavo postos da competição, frente ao Vitória de Guimarães.
João Carronha, treinador da equipa, admitiu que o principal objetivo da temporada desportiva foi atingido com a manutenção na Liga feminina.
“Uma época positiva, realmente atingimos todos os objetivos para os quais o clube se propõe. O objetivo primordial é a manutenção e, dentro da manutenção, conseguimos os play-offs”, confessou o técnico ao Açoriano Oriental, após o segundo jogo do play-off, no Pavilhão do Complexo Desportivo das Laranjeiras.
Num campeonato “cada vez mais competitivo”, o treinador de 37 anos garantiu que pertencer à “elite dos play-offs, já é só de si meritório”.
João Carronha recordou ainda as dificuldades sentidas pela equipa ao longo da temporada, dando enfoque às múltiplas lesões das jogadoras e por consequência à falta de soluções para que o Clube K pudesse dar uma resposta assertiva.
“Uma época também assoladíssima por lesões e por falta de soluções, não só para jogar, mas para treinar. Portanto, tendo em conta a dificuldade já inerente do campeonato e todas as condicionantes e limitações que atravessamos, acho que foi uma época positiva” referiu, acrescentando que “não sei se a classificação geral mudaria, porque as outras equipas têm a sua valia e é muito difícil traçar paralelismos com as épocas anteriores, porque é um grupo sempre novo, sempre renovado, portanto, qualquer ponto de comparação seria muito injusto para elas [jogadoras]”.
Na próxima época, o Clube K, que se viu “obrigado” a acolher o Pavilhão das Laranjeiras como nova casa, vai continuar a enfrentar desafios nesse sentido, tal como o treinador das açorianas mencionou, devido à falta de iluminação no recinto desportivo e falta de compatibilidade de horários para a realização regular de treinos com a equipa.
“Para o ano jogaremos aqui [Laranjeiras]. Agora, temos que jogar aqui sob outras condições. Primeiro, acho que este pavilhão precisa que a iluminação seja consertada (...) e que nos permitam treinar mais vezes neste pavilhão para fazermos disto a nossa casa, porque é, e ao fim ao cabo estamos a representar a região, acho que nos deviam fazer sentir em casa (...) treinar uma vez por semana, é difícil, portanto, que possa melhorar nesse aspeto”, justificou o treinador do Clube K.
João Carronha, que terminou a sétima época ao serviço do Clube K, sexta à frente do comando técnico da equipa feminina, confirmou que o seu caminho enquanto treinador vai continuar nos Açores, onde se sente “muito bem recebido”.
“O clube acolheu-me muito bem, continua a tratar-me muito bem, sinto-me muito bem recebido aqui e vamos atacar mais uma. Já perdi a conta [do número de épocas]. Os anos passam e para a próxima época cá estaremos, a fazer o melhor trabalho possível e esperamos continuar a honrar não só o clube, mas honrar a ilha, honrar a região e manter aqui o voleibol feminino no topo do voleibol nacional”, concluiu.
