Guterres chega ao Haiti e descreve situação humanitária como desesperadora

O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu a situação humanitária no Haiti como "desesperadora", país onde se encontra a realizar uma viagem de solidariedade, tendo pedido à comunidade internacional para que não ignore as circunstâncias dos haitianos



"A situação humanitária aqui é desesperadora, mas há alguns ténues vislumbres de esperança", escreveu Guterres numa mensagem publicada na rede social X, que acompanhou com uma fotografia sua dentro de um helicóptero a sobrevoar o país das Caraíbas.

Na mesma publicação, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU) enviou uma mensagem à comunidade internacional: “Parem de desviar o olhar".

"Devemos estar ao lado do Haiti", acrescentou Guterres, que chegou hoje ao país mais pobre das Américas num momento de grave crise de segurança.

António Guterres chegou ao Haiti a partir da vizinha República Dominicana, onde regressará na quarta-feira, para se encontrar com o Presidente do país, Luis Abinader.

Ao chegar a Santo Domingo, capital da República Dominicana, na noite de segunda-feira, o líder da ONU agradeceu ao Governo e ao povo dominicano pelo apoio aos esforços internacionais para estabilizar o Haiti.

Segundo dados da ONU, a violência no Haiti resultou em pelo menos 2.310 mortos e 1.106 feridos nos primeiros cinco meses do ano. Gangues armados controlam aproximadamente 90% da área metropolitana da capital haitiana, Porto Príncipe.

Além disso, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante esse período os grupos armados perpetraram pelo menos 99 sequestros e 699 pessoas, principalmente mulheres e meninas, foram vítimas de violência sexual.

Centenas de menores permanecem nas mãos de redes de tráfico humano, de acordo com a mesma fonte.

 


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