Governo dos Açores repudia “egoísmo” dos que tentam impedir a realização de obra

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, repudiou a atitude dos cidadãos que, por diferentes razões, tentaram impedir a construção da 2ª fase da variante à cidade da Horta, uma obra aguardada há 30 anos



“Repudio os que fazem do egoísmo e da tentativa de procrastinar, para evitar que se faça o que tem de ser feito”, apontou o presidente do executivo, durante a inauguração da nova via, com 3,5 km’s de extensão, recordando os abaixo-assinados e até uma providência cautelar, que tentaram alterar o traçado da estrada, que atravessa a zona alta da cidade.

A obra, prevista há mais de 30 anos, chegou a ter outros traçados, mas nunca arrancou devido à contestação dos moradores mais próximos, que não queriam uma via rápida junto às suas moradias, e que apresentaram petições e abaixo-assinados para evitar a sua construção.

José Manuel Bolieiro diz agora que o “estado de espírito” do Governo a que preside, tem várias fases, e saber ouvir é uma delas, mas deixou um recado àqueles que tudo fazem para impedir a concretização de projetos ou obras, com fins particulares ou até políticos.

“Ouvir quem, de boa-fé, tem uma opinião que valoriza um objetivo e consolida uma estratégica”, admitiu o social-democrata, garantindo, porém, terão o repúdio do executivo, “todos os que pretendem apenas meter pedra na engrenagem, evitar a concretização da estratégia ou diminuir o valor de desenvolvimento” que a região pretende potenciar.

A segunda fase da variante à cidade da Horta, que atravessa a três freguesias da cidade (Angústias, Matriz e Conceição), tem três faixas de rodagem, quatro rotundas, uma ciclovia e dois viadutos, um com passagem superior e outro inferior, num investimento superior a15 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e foi adjudicada ao consórcio Tecnovia, Afavias e Marques, SA.

“Só no âmbito das acessibilidades, temos um investimento que aponta para 93 milhões de euros no PRR, e mais 14 milhões que decorreram do investimento da região”, realçou o governante, referindo-se à totalidade de projetos que existem na região, acrescentando que, além dos fundos comunitários, tem existido “um esforço de liquidez e de tesouraria”, por parte do “exíguo” orçamento regional.

Para construir a nova estrada, o Governo Regional teve de expropriar 46 parcelas de terreno, mas até ao início deste mês, só tinha conseguido assinar 23 escrituras, uma vez que os restantes processos foram para Tribunal, por desacordo em relação aos valores das indemnizações propostas pelo executivo.


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