GNR quer mais meios humanos para reduzir “zonas sombra” costeiras nas ilhas açorianas

À margem da cerimónia militar dos 141 anos da presença da GNR nos Açores, a Comandante do Comando Territorial, a Coronel Cláudia Margarida dos Santos, indica que estão a ser realizadas medidas para o aumento do número de efetivos



O reforço dos meios humanos da Guarda Nacional Republicana (GNR) dos Açores é visto como sendo um “fator muito importante”, de modo a atender à “crescente responsabilidade” dos militares  na região.

As declarações são da Comandante do Comando Territorial dos Açores da GNR, a coronel Cláudia Margarida dos Santos, que salienta os esforços que estão a ser tomados com o objetivo de aumentar o contingente no arquipélago.

“Neste momento, nós temos os meios humanos que permitem cumprir a missão, não obstante, o reforços dos meios humanos é muito importante e estamos a trabalhar para que isso seja possível num futuro próximo”, referiu a coronel.

“Quero acreditar que, no próximo reforço, virão alguns novos elementos para os Açores, mas não consigo dizer quantos”, prosseguiu.

Um dos deveres da GNR é a monitorização da costa açoriana. Ao realizar a “fiscalização costeira”, existem locais mais difíceis de monitorizar por parte dos radares, das embarcações e das patrulhas terrestres. Esses locais de acesso mais dificultado são denominados de “zonas de sombra”.

Cláudia Santos explica que “quanto mais meios nós tivermos, quanto maior for a rede de capacidade de vigilância da costa, menos zonas de sombra haverão”.

“Temos que apostar em tecnologia e em meios para conseguirmos mitigar essa situação e para conseguirmos garantir mais segurança”, complementou.

As palavras da comandante do Comando Territorial dos Açores foram proferidas à margem da cerimónia militar dos 141 anos da presença da GNR na Região.

Já durante o seu discurso oficial, a Coronel destaca o esforço necessário para conseguir cumprir os serviços exigidos em nove ilhas diferentes.

“Na vigilância da fronteira marítima, a posição geográfica dos Açores atribui-nos um responsabilidade desafiante e ímpar. Situados no centro do Atlântico norte, estas ilhas projetam Portugal sobre um espaço marítimo de elevado valor estratégico e constitui uma das portas de entrada do espaço Schengen”, salientou Cláudia Santos.

“A circulação transatlântica, a fiscalização das pescas e das áreas marinhas protegidas dos Açores, dentro da nossa zona de competência, obrigam-nos a desenvolver uma vigilância assente em informação, tecnologia, capacidade e antecipação”, deixou claro.

A cerimónia também contou com as declarações do tenente-general Rui Alberto Ribeiro Veloso, que afirma que a Guarda Nacional Republicana “procura servir as populações com competência, proximidade e sentido de responsabilidade.

“Reitero a disponibilidade da Guarda para continuar a cooperar com as instituições e entidades regionais, contribuindo para a proteção das pessoas e para o bem estar de todos os que vivem, trabalham ou visitam os Açores”, referiu o tenente-general.

Rui Veloso destacou também  que os “resultados operacionais alcançados” demonstram “a qualidade, a capacidade de iniciativa e a dedicação” de todos os integrantes do comando dos Açores.

“Revelo também uma Guarda próxima das populações mas firme e eficaz na defesa da legalidade e na resposta às exigências do território. É neste sentido que continuaremos a consolidar a nossa intervenção  nas diversas áreas de atuação, reforçando, em particular, as capacidades de vigilância costeira e o controlo da fronteira marítima”, declarou.

“Esse reforço será consolidado através da captação progressiva de mais efetivo e meios adequados, garantindo uma resposta cada vez mais eficaz, permanente e ajustada aos desafios específicos da Região Autónoma dos Açores”, afirmou.

O final da cerimónia ficou marcado pela atribuição de medalhas de mérito militar, medalhas militares de comportamento exemplar e medalhas de assiduidade de segurança pública.

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