Empregado bancário de Miranda do Douro veste-se de Pai Natal e distribui guloseimas

Um empregado bancário despe há dez anos o fato e a gravata no dia de consoada, para se vestir a rigor de Pai Natal criando "magia" pelas ruas da cidade de Miranda do Douro, no distrito de Bragança.


Pedro Manhonho, o Pai Natal de Miranda do Douro, disse à agência Lusa que esta aventura começou numa altura em que deixou de fazer parte da "malta" que organiza a fogueira do galo, que aquece a noite de consoada em frente à quinhentista Sé Catedral da cidade transmontana e que apenas é organizada pelos rapazes solteiros.

"Para ser Pai Natal é preciso ter um espírito de solidariedade e, enquanto puder, vou manter a tradição, aqui por estas terras frias do nordeste", indicou.

Os locais e o percurso estão previamente definidos e muitas são as crianças que esperam e abordam este pitoresco Pai Natal que se faz transportar numa velha bicicleta "pasteleira" decorada a preceito e onde não faltam as renas e as típicas campainhas que anunciam a sua chegada.

E como é tempo de Natal, são distribuídas às crianças gomas, rebuçados e chocolates e o Pai Natal recebe peças de fumeiro, que são penduradas nos cornos das renas colocadas à frente do velocípede.

Todas estas prendas são suportadas pelo próprio Pai Natal, que não olha a custos para manter a tradição e proporcionar um dia feliz aos mais novos.

E como estamos na época dos "smartphones", muitos não resistem a tirar uma "selfie" com este Pai Natal que até fala mirandês.

No meio do percurso, o Pai Natal foi abordado pelo Gonçalo de quatro anos de idade que lhe pediu o número de telemóvel para lhe ligar à meia-noite, para não se esquecer dos seus presentes, pedido que é aceite com sorriso no lábios e mais uma caixa de gomas.

Já o Francisco de seis anos pediu à "suis generis" figura que não se esquecesse das suas figuras dos dinossauros, e mas um pedido foi registado.

"Fico muito feliz quando somos abordados pelas crianças e pelos seus peculiares pedidos", frisou.

O percurso, que dura cerca de seis horas, termina junto ao imponente monte de lenha que vai alimentar a tradicional Fogueira do Galo.

"É percurso curto, mas que demora a fazer, já que são muitas as solicitações dos mais novos e dos mais graúdos, que tentam imortalizar o momento natalício", concluiu.

Este ano, Pedro Manhonho distribuiu mais de 200 caixas de guloseimas pelos mais pequenos.

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