TAP

Chega quer conhecer caderno de encargos, IL pede garantias de privatização total

O Chega indicou que quer conhecer o caderno de encargos do processo de venda parcial da TAP à Lufthansa e a IL pediu garantias “de que existe um caminho para a privatização total” da companhia aérea  



Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado do Chega Francisco Gomes afirmou que a TAP “tem atravessado um longo processo de gestão danosa do dinheiro público” e um “longo historial de falhas sucessivas negociais”.

“Antes de tudo, queremos perceber qual é o caderno de encargos e nesse caderno de encargos queremos ver garantidas aquelas que nós consideramos cinco prioridades estratégicas para a TAP”, afirmou.

Para o Chega, é prioritária a “ligação às comunidades portuguesas da diáspora, as ligações às regiões autónomas, a manutenção de Lisboa como hub estratégico da TAP, a manutenção dos postos de trabalho e a manutenção do português como língua institucional e operacional da empresa”.

“Queremos saber que garantias foram dadas ao governo português, queremos saber como é que vai ser feito o investimento e queremos, acima de tudo, garantir rigor e respeito pelos portugueses”, acrescentou.

O deputado da IL Jorge Miguel Teixeira afirmou que, da primeira vez que se tentou privatizar a TAP, a empresa acabou por ser renacionalizada e “os portugueses foram obrigados a investir 3.200 milhões de euros num enorme buraco financeiro, sem que conseguissem obter algum retorno disso”.

Para o liberal, o país está “outra vez a viver a mesma história, sem nenhuma garantia de que a empresa irá ser privatizada na totalidade”.

“É isto que verdadeiramente nos preocupa. É que nós podemos realmente acabar a viver o mesmo calvário que vivemos aqui há alguns anos”, frisou.

Por isso, a IL, apesar de achar que o processo está num “bom início”, quer uma “garantia de que existe um caminho para a privatização total” da companhia aérea, argumentando que “os portugueses não aguentam mais o fardo de ter de sustentar os sonhos e as caravelas do Partido Socialista e do Chega” e pedindo que o país “siga em frente”.


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