Chega/Açores quer conhecer dimensão da fibromialgia na região

A bancada parlamentar do Chega/Açores questionou o Governo Regional sobre quantos doentes com diagnóstico de fibromialgia existem na região, bem como sobre a resposta prestada pelo Serviço Regional de Saúde.



Na sequência do envio de um requerimento à Assembleia Legislativa dos Açores, os deputados referem que no arquipélago “não se conhecem dados epidemiológicos específicos sobre a doença, que provoca dor musculoesquelética generalizada, fadiga, alterações do sono e défices cognitivos”.

Por isso, consideram, citados em nota de imprensa, que “a falta de dados concretos, a juntar à condição insular e dispersão geográfica dos Açores, que dificulta o acesso a especialidades médicas, poderá estar a dificultar uma avaliação objetiva das necessidades dos doentes”.

No requerimento, o Chega questiona quantos doentes com diagnóstico confirmado existem atualmente nos Açores, se há algum registo regional dedicado à doença e se o Governo Regional prevê promover um estudo epidemiológico que permita conhecer a verdadeira dimensão da patologia nas nove ilhas.

Os deputados querem saber de que forma estão a ser aplicadas, nas unidades de saúde e hospitais da região, as normas nacionais de diagnóstico desta doença, e quantos especialistas em reumatologia estão integrados no Serviço Regional de Saúde, as ilhas onde existem consultas da especialidade, os tempos médios de espera e os mecanismos de referenciação dos doentes residentes nas ilhas sem cobertura especializada.

Para o deputado Francisco Lima, citado na nota de imprensa, conhecer a realidade da fibromialgia nos Açores “é um passo fundamental para garantir cuidados de saúde mais eficazes, reduzir desigualdades entre ilhas e assegurar que os doentes têm acesso ao acompanhamento clínico e aos tratamentos de que necessitam”.

“Só conhecendo a realidade da doença é que se pode fazer um planeamento de políticas públicas e uma avaliação das verdadeiras necessidades dos doentes, principalmente num território tão disperso como as nossas nove ilhas”, afirmou Francisco Lima.


PUB

Livro vai descrever “várias boas práticas espalhadas pelas ilhas”. Projeto foi realizado no âmbito do Curso de Capacitação e Competências de Literacia em Saúde, que contou com a participação de 171 profissionais de saúde de todas as ilhas dos Açores