CGTP critica discussão “à socapa” e diz que não há processo válido sem a intersindical

A CGTP criticou o que disse ser a abertura do Governo para, “à socapa”, negociar o pacote laboral e assegurou que nenhum processo é válido sem o acordo da intersindical



“Tentar afastar os trabalhadores e as suas organizações representativas da discussão sobre o pacote laboral e, à socapa, fingir que existe abertura para discutir, quando o que querem é tornar a legislação laboral ainda pior, demonstra bem com quem estamos a lidar”, afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em Lisboa.

A intersindical assegurou que nenhum processo é válido sem o seu acordo, nem à margem da vontade e das reivindicações dos trabalhadores.

A ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, está hoje reunida com a UGT e as quatro confederações para “pequenas afinações” na legislação laboral.

Na quinta-feira, à saída da reunião de Concertação Social, Palma Ramalho, indicou que o encontro serviu para "partilhar com todos os parceiros sociais a última versão" da proposta de revisão de legislação laboral, numa alusão ao facto de a CGTP ter apenas a versão inicial do anteprojeto, apresentada em 24 de julho de 2025.

No mesmo dia, a CGTP denunciou um “simulacro” de negociação, indicando que a ministra esteve reunida com o líderes patronais e a UGT antes da reunião de Concertação Social começar, deixando a central sindical de fora.


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