CDS/Terceira afirma que instabilidade governativa resulta de pastas do PSD

CDS/Terceira afirma que “instabilidade governativa” advém do estado da saúde, da mobilidade, do turismo e finanças, pastas atribuídas ao PSD



A Assembleia de Ilha do CDS/Terceira reuniu-se, numa sessão “lotada”, onde os militantes “refletiram e debateram sobre a atual situação política regional e as suas consequências para a governação dos Açores, no geral, e para a Terceira, em particular”.  

“No centro das preocupações” esteve “o estado da saúde, da mobilidade, do turismo e das finanças” - “pastas tuteladas por governantes sociais-democratas” -  que, consideram ser “os principais causadores da própria instabilidade governativa, muito para além das recentes declarações do presidente do PSD/A e do Governo Regional”, afirma o comunicado enviado às redações.

De acordo com o mesmo comunicado, “foi reiterado pelos membros da Assembleia da Ilha Terceira do CDS que o partido jamais abdicará da sua identidade própria e preservará sempre a sua autonomia estratégica e de decisão quanto ao presente e futuro da governação da Região Autónoma dos Açores”. 

Recordando o ciclo de conferências que o CDS está a promover para celebrar os 50 Anos da Autonomia, em concreto a primeira, sobre saúde, o CDS/Terceira reiterou que o partido “não se opõe, nem nunca se opôs à reabilitação do HDES” - Hospital do Divino Espírito Santo -, “nem à sua necessária ampliação”.  Mas “estranha que, passados dois anos, a ala oeste esteja fechada a cadeado, até por falta de profissionais de saúde, como confirma o atual presidente do Conselho de Administração”. 

“Se o modular foi criado para permitir a reabilitação do HDES, a pergunta que se impõe fazer à secretária eleita pelo círculo da Terceira é: por que motivo não está reabilitada a urgência e a ala oeste vazia, por exemplo?”, questiona, reiterando que “o CDS defende a complementaridade e a redundância do SRS, mesmo dentro da ilha de São Miguel, e discorda frontalmente da estranha e inusitada entrevista [ao Açoriano Oriental] de Luís Maurício, presidente da comissão de análise (nomeado pela tutela) das obras do HDES – ao dizer que um hospital na Ribeira Grande não faz sentido por ficar a 20 minutos de Ponta Delgada”.  

“O CDS opõe-se veementemente a formas de centralismo serôdio e, sobretudo, ao duplo centralismo micaelense, com Ponta Delgada a secar o resto da ilha”, afirma o comunicado. E adianta-se que foi aprovada uma recomendação dirigida aos órgãos regionais do CDS-Açores para que se pronunciem sobre “a legitimidade deste profissional de saúde desempenhar tais funções, dado que parecem existir contornos que configuram conflitos de interesses”.

A Assembleia da Ilha Terceira do CDS “exorta o PSD/Terceira a tomar posição pública sobre as declarações proferidas a favor do HDES enquanto Hospital Central, em detrimento da necessária redundância, que melhor serve a Terceira e os Açores” e insta “as estruturas de ilha e concelhias do PSD das restantes ilhas a pronunciarem-se publicamente sobre este assunto, uma vez que o mesmo impacta diretamente na prestação de cuidados de saúde dos açorianos de oito ilhas”. 

“Ninguém contesta que o HDES é o maior hospital dos Açores e que é um hospital universitário. O que não aceitamos é que o usem para promover interesses alheios à saúde dos doentes e a favor de lobbies e interesses, subscrevendo e reiterando, sem reservas, as posições do seu líder, Artur Lima”, refere ainda o mesmo comunicado.

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