CDS-PP/Açores defende reforço das acessibilidades aéreas e marítimas na região

O deputado do CDS-PP/Açores Luís Silveira defendeu a necessidade de um “novo paradigma” para as acessibilidades aéreas e marítimas na região, considerando que o arquipélago “continua a funcionar a três velocidades"



Segundo Luís Silveira, que falava na ilha de São Jorge, na abertura das jornadas parlamentares do partido, com o tema "Refletir a Autonomia, Acessibilidades e Mobilidade", as acessibilidades nos Açores constituem "o maior problema" das ilhas mais pequenas e condicionam o seu desenvolvimento económico e social.

"Os Açores não andam todos à mesma velocidade", afirmou o parlamentar, sustentando que existe uma realidade distinta entre as ilhas com ligações diretas ao exterior e aquelas que continuam dependentes de um número reduzido de ligações aéreas e marítimas.

Na intervenção, o parlamentar defendeu que as ilhas de São Miguel, Terceira, Pico, Faial e Santa Maria beneficiam de condições diferentes das existentes em São Jorge e na Graciosa, apontando ainda Flores e Corvo como as ilhas que “enfrentam maiores dificuldades de mobilidade”.

Luís Silveira, citado numa nota de imprensa do partido, considerou que a melhoria das acessibilidades deve constituir uma “prioridade regional”.

Na sua opinião, "só com uma boa rede de transportes" será possível “promover o desenvolvimento económico, atrair investimento e fixar população”.

O parlamentar do CDS-PP criticou ainda a gestão operacional da SATA, defendendo que a companhia aérea não dispõe de redundância mínima e capacidade de resposta em caso de avaria de uma aeronave, situação que “penaliza sobretudo as ilhas sem 'gateway'”.

Lamentou igualmente o cancelamento dos voos da SATA para a ilha de São Jorge, o que, segundo a nota, impediu a presença do presidente do CDS/Açores, Artur Lima, nas jornadas parlamentares, bem como de dois oradores convidados.

O episódio “demonstra as dificuldades que continuam a afetar a mobilidade entre as ilhas”, salientou.

Entre outras situações, o deputado referiu-se a declarações da secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), Berta Cabral, sobre o número de companhias aéreas que atualmente voam para os Açores, defendendo que essa realidade "não pode ser confundida com a situação do todo da região”.

"Uma coisa é voarem 17 ou 18 companhias para São Miguel. Outra coisa bem diferente é voarem para os Açores", afirmou, defendendo que os benefícios da abertura do mercado aéreo devem chegar a todas as ilhas.

O deputado também defendeu a revisão das Obrigações de Serviço Público (OSP) e considerou que a região deve “combater o centralismo interno”, apontando que não faz sentido “criticar o centralismo de Lisboa sem reconhecer que também existem desigualdades dentro do próprio arquipélago”.

As jornadas parlamentares do CDS-PP/Açores começaram na quinta-feira e terminam hoje no auditório da Escola Profissional de São Jorge, no concelho das Velas.


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