Óbito/Fernando Menezes

Carlos César considera morte de Fernando Menezes “perda muito grande” para os Açores

O presidente do PS, Carlos César, considerou a morte de Fernando Menezes uma “perda muito grande” para os Açores, realçando a “dignidade” com que presidiu ao parlamento açoriano e a sua importância na revisão constitucional de 2004



“Representa uma perda muito grande para o PS/Açores e para a região. Fernando Menezes deu sempre um contributo que foi para além das suas elevadas funções em termos protocolares e sempre sediou a sua intervenção numa reflexão profunda, influindo muito significativamente em processos como os ocorridos na revisão constitucional e em mais do que uma revisão estatutária”, afirmou o líder do PS à agência Lusa.

O presidente do PS afirmou que Menezes “contribuiu de forma muito significativa” para o “património de ação e reflexão” do partido, afirmando que o seu “legado está incorporado na visão” dos socialistas açorianos. “Deixa uma marca e um legado que importa proteger e que eu valorizo muito”, sublinhou.

Carlos César, que liderou o Governo dos Açores de 1996 a 2012, destacou a “dignidade” com que Menezes exerceu a presidência da Assembleia Legislativa Regional entre 2000 e 2008.

“Exerceu as funções de presidente do parlamento [açoriano] durante oito anos, o que significa que pontuou de forma muito significativa a vida institucional da nossa região. Com rigor, emprestou dignidade ao nosso parlamento que às vezes atravessou e atravessa défices significativos nessa área”, descreveu.

Além disso, destacou, Menezes “foi muito influente” na revisão constitucional de 2004, sendo uma “pessoa muito respeitada no plano nacional junto dos órgãos de soberania”.

“Ajudou muito a nossa região. Precisámos muito, e hoje continuamos a precisar, de personalidades que tenham relevo institucional na região e simultaneamente uma influência significativa na República”, reforçou Carlos César.

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