Bolseiros ocupacionais reivindicam melhores condições laborais nos Açores

Um grupo de bolseiros ocupacionais solicitou audiências aos partidos políticos com representação parlamentar para “dar a conhecer a sua realidade laboral” nas escolas dos Açores e apresentar propostas para “corrigir situações de precariedade”



As coadjuvantes de apoio extraordinário (bolseiros ocupacionais) integram um programa do executivo para apoio à educação inclusiva diária na escola dos alunos com necessidades educativas específicas.

Em comunicado, as representantes das trabalhadoras sublinham que a necessidade deste apoio nas escolas “é permanente e previsível”, pelo que pedem “soluções estáveis que garantam condições de trabalho justas e dignas para quem desempenha estas funções”.

Apesar da “relevância das funções exercidas” nas escolas da região para “garantir uma educação inclusiva e o acompanhamento adequado de alunos com necessidades específicas”, as representantes alertam que “persistem desigualdades e insuficiências que exigem uma resposta política e legislativa”.

Entre as principais reivindicações apresentadas encontram-se o pagamento de remuneração correspondente aos 14 meses anuais e a inscrição e os descontos para a Segurança Social durante “todo o período necessário para assegurar uma proteção social efetiva”.

O “reconhecimento e a valorização profissional” das coadjuvantes de educação no sistema educativo regional é outra das reivindicações apresentadas.

“As escolas inclusivas constroem-se não apenas através do apoio aos alunos, mas também através da valorização dos profissionais que diariamente asseguram esse acompanhamento”, defendem as subscritoras da iniciativa, citadas na nota.

As representantes das coadjuvantes manifestaram ainda disponibilidade para reunir com os partidos nos próximos dias, procurando sensibilizar as forças políticas para a necessidade de “promover alterações que garantam maior justiça laboral e proteção social” a estas profissionais.


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