Xi recebe Lukashenko em Pequim durante périplo do líder bielorrusso pela Ásia

O Presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se, em Pequim, com o homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, no âmbito de uma digressão do líder europeu pelo Leste e Sudeste Asiático, informaram órgãos de comunicação estatais dos dois países



O encontro decorreu na residência oficial de hóspedes de Diaoyutai, indicou a televisão estatal chinesa CCTV, que não adiantou, para já, pormenores sobre o conteúdo da reunião nem sobre a duração da estadia de Lukashenko na China.

A agência oficial bielorrussa Belta noticiou no domingo que Lukashenko partira para uma visita ao Leste e Sudeste Asiático, com passagens por três países não especificados.

Segundo a Belta, as partes deverão abordar projetos "de grande escala" em diferentes áreas, na sequência de um trabalho preparatório realizado antes de cada uma das visitas.

O órgão estatal bielorrusso acrescentou que o reforço da cooperação com os países asiáticos constitui uma das prioridades da política externa de Minsk.

O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês não anunciou previamente a visita de Lukashenko ao país.

A deslocação do Presidente bielorrusso a Pequim acontece depois de ter participado, em setembro de 2025, no desfile militar organizado pela China para assinalar o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

Antes dessa cerimónia, Lukashenko reuniu-se com Xi, em junho de 2025, ocasião em que agradeceu à China o "apoio firme" e a "ajuda de longo prazo".

Nesse encontro, Xi classificou China e Bielorrússia como "verdadeiros amigos e bons parceiros", enquanto Lukashenko afirmou que Minsk desenvolveria de forma "inquebrantável" as relações com Pequim.

O líder bielorrusso visitou também a China por duas vezes em 2023, em março e dezembro, num contexto de aprofundamento dos laços bilaterais e de crescente isolamento de Minsk em relação à Europa e ao restante Ocidente.

China e Bielorrússia mantêm uma relação marcada pela cooperação política, económica, industrial e tecnológica, bem como por uma retórica comum de rejeição da ingerência externa, do unilateralismo e das sanções.

A guerra na Ucrânia tem sido um dos principais enquadramentos da relação recente entre os dois países: Kiev acusa a Bielorrússia de apoiar a Rússia, enquanto a China tem mantido uma posição ambígua, apelando ao diálogo e a uma solução política para o conflito.


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