TAP arrisca coima até 5 ME por informações sobre "renúncias de administradores"

O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse que a coima aplicável à TAP no processo de contraordenação aberto devido às informações prestadas sobre “renúncias de administradores” pode ir até cinco milhões de euros.



“Existe um processo de contraordenação para apuramento de eventual responsabilidade contraordenacional da TAP. As matérias em causa nesse processo dizem respeito à qualidade e tempestividade da informação ao mercado a propósito das renúncias de administradores”, disse Luís Laginha de Sousa, acrescentando que a companhia aérea “foi notificada no âmbito desse processo, estando a decorrer o prazo para se pronunciar”.

Questionado pela deputada do BE Mariana Mortágua, na comissão parlamentar de inquérito à TAP, Laginha de Sousa confirmou que a coima aplicável pode chegar, “em abstrato”, até aos cinco milhões de euros, mas sublinhou que não pode avançar mais informações sobre as "renúncias de administradores", devido ao dever de sigilo.

O presidente da CMVM lembrou que, enquanto entidade emitente de obrigações, as informações prestadas ao mercado devem obedecer aos deveres de “veracidade”, “clareza” ou “licitude”.


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