Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas promoveu Festival das Reservas da Biosfera Portuguesas, na ilha Graciosa

O Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, presidiu, este fim de semana, à Sessão de Abertura do primeiro Festival das Reservas da Biosfera Portuguesas.



Alonso Miguel declarou que “as Reservas da Biosfera, são classificadas ao abrigo do Programa de Conservação e Gestão do Património Natural “Homem e Biosfera”, estabelecido pela UNESCO em 1971, com base em parâmetros científicos, com o objetivo de proteção do património natural e cultural, bem como de promover o usufruto equilibrado do território e o desenvolvimento de modelos de gestão sustentáveis, que reúnam os governos e as sociedades locais”.

“Este evento constitui um marco relevante para a consciencialização sobre a importância das Reservas da Biosfera em Portugal e em todo o mundo, dando, nesse sentido, também, um importante contributo para a proteção, promoção e valorização da nossa cultura, das nossas tradições e do nosso património natural”, explicou.

Alonso Miguel prosseguiu referindo que o festival se realiza no âmbito do projeto "Reservas da Biosfera: Territórios Sustentáveis, Comunidades Resilientes”, a decorrer, em simultâneo, em três Reservas Portuguesas: na ilha Graciosa, em Santana, na ilha da Madeira e nas Berlengas, com eventos-espelho em todas as outras Reservas da Biosfera nacionais, onde se incluem também o Corvo, as Flores e as fajãs de São Jorge.

O Secretário Regional sinalizou “a forte adesão ao Festival por parte das empresas, associações e forças vivas da Graciosa, que permitiu a exposição de uma grande diversidade dos produtos e serviços de qualidade que a Ilha tem para oferecer, destacando o papel da marca Biosfera Açores na sua valorização”, acrescentando que até ao dia 7 de maio “serão dinamizadas mais de 70 atividades, na Ilha Graciosa, envolvendo toda a comunidade”.

De acordo com o governante, esta “é uma oportunidade única para celebrar as Reservas, as suas paisagens singulares e a sua fauna e flora excecionais, e, tratando-se de paisagens humanizadas, celebrar também a relação entre o homem e a biosfera, o respeito pelo meio ambiente e o papel fundamental das comunidades locais na gestão destas áreas”.

“É também um espaço e um momento de reflexão sobre a absoluta necessidade de preservar este património de que tanto nos orgulhamos, não só para a nossa geração, mas também para as gerações futuras”, acrescentou.

“Os Açores dispõem de um património natural verdadeiramente impressionante, mas que é também extremamente frágil. Cuidá-lo, valorizá-lo e protegê-lo é um processo contínuo, que exige reflexão e adaptação constante a novos desafios”, explicou ainda.

Alonso Miguel destacou que, “nesse sentido, tem sido realizado um conjunto muito significativo de esforços por parte do Governo Regional dos Açores, designadamente ao nível da criação de legislação com vista à proteção do património natural e da implementação de projetos de conservação e preservação da natureza, com uma forte aposta em matéria de sensibilização ambiental”.

“Nesse momento, a Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas tem em curso 5 projetos LIFE, que representam um investimento total de cerca de 45 milhões de euros, dos quais quatro são projetos de conservação da natureza e um é direcionado à mitigação e adaptação aos efeitos das alterações climáticas”, esclareceu.

Alonso Miguel destacou que “a Graciosa tem sido uma ilha modelo ao longo dos últimos anos e a sua classificação, pioneira na Região, como Reserva da Biosfera e a sua integração no Programa Homem e Biosfera, da UNESCO, em 2007, trouxe-lhe a confirmação e o merecido reconhecimento enquanto ecossistema de sustentabilidade, valorizando a identidade desta ilha”.

No dia em que se assinalou, simultaneamente, o Dia Mundial da Terra e o Dia Nacional do Património Geológico, o Secretário alertou para “os impactos das nossas ações no Planeta e para a necessidade de vivermos em harmonia com o meio envolvente”, recordando que “as reservas da Biosfera são verdadeiros tesouros da humanidade e que representam um compromisso sem fronteiras com a preservação do património natural e cultural, bem como com o desenvolvimento sustentável das comunidades locais”.


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