Reclusos em Portugal ultrapassam 12.000 e atingem números de antes da pandemia

O número de reclusos em Portugal voltou a ultrapassar os 12.000 no ano passado, tendo aumentado 7% em relação a 2021 e voltado aos valores que eram registados antes da pandemia de covid-19, revelam estatísticas da tutela.



Dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indicam que estavam presos nos estabelecimentos prisionais portugueses 12.198 reclusos no final do ano passado, mais 810 do que no mesmo período de 2021, quando a população reclusa totalizava 11.388.

Em 2020, ano em que começou a pandemia de covid-19, as prisões tinham 11.412 reclusos, enquanto no final de 2019 eram 12.793 os presos em Portugal.

Mais de 1.500 reclusos foram libertados em 2020 devido às medidas excecionais de saúde pública no âmbito da pandemia de covid-19.

Segundo a DGRSP, a taxa de ocupação das prisões era, no final de dezembro de 2022, de 96,3%.

As estatísticas deste organismo tutelado pelo Ministério da Justiça indicam também que cerca de 80% dos reclusos estavam, no final do ano passado, a cumprir penas depois de terem sido condenados e os restantes estavam em prisão preventiva.

Dos 12.198 reclusos existentes no final de 2022, 198 eram inimputáveis e 11.331 eram homens.

Um relatório divulgado na quinta-feira pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (CDHOA), após a realização de visitas aos estabelecimentos prisionais de Lisboa, Porto, Odemira, Ponta Delgada, Faro, Funchal, Caxias e Tires, alertava para a “generalizada sobrelotação prisional”, o que diminui, segundo aquele órgão, as condições de reclusão.


PUB

Vinte e cinco anos depois do ataque às torres gémeas que chocou o mundo e marcou o dia 11 de setembro de 2001, o médico gastrenterologista, Paulo Pacheco, recorda a experiência de ter sido um dos primeiros médicos voluntários a chegar ao epicentro do Ground Zero