PSD indica ex-bastonário Miguel Guimarães para pacto para a saúde promovido por PR

O PSD indicou o deputado e ex-bastonário da Ordem dos Médicos Miguel Guimarães para representar o partido no Pacto Estratégico para a Saúde promovido pelo Presidente da República, disse à Lusa fonte da direção da bancada social-democrata



Miguel Guimarães é médico, vice-presidente da bancada do PSD, e foi bastonário da Ordem dos Médicos.

A 24 de abril, o Presidente da República anunciou que escolheu o médico e antigo ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar a construção de um Pacto Estratégico para a Saúde, que propôs na campanha eleitoral para um setor que considera prioritário.

A IL indicou em comunicado que o partido estará representado na construção deste pacto pela deputada Joana Cordeiro, atualmente vice-presidente da Comissão de Saúde.

O PS indicou a deputada e antiga ministra Mariana Vieira da Silva, avançou na semana passada o semanário Expresso e confirmou a Lusa.

Na segunda-feira, o líder do Chega, André Ventura, também já tinha anunciado que o partido indicou a deputada Marta Silva - coordenadora do Chega na comissão de Saúde - para integrar o diálogo sobre este pacto.

Já o Livre escolheu o deputado Paulo Muacho e o BE o médico Bruno Maia, que já foi candidato a bastonário da Ordem em 2022.

Na nota divulgada em abril, António José Seguro reiterou que, tal “como definido em campanha eleitoral”, a saúde “é uma área prioritária do atual mandato presidencial, uma vez que constitui fundamento estruturante do contrato social português, consagrado na Constituição da República Portuguesa como direito universal e tendencialmente gratuito".

António José Seguro enquadra o direito à proteção da saúde como "uma responsabilidade indeclinável do Estado" que "não se limita à prestação de cuidados; significa assegurar que nenhum cidadão é deixado para trás" e defende que se vá além do recurso a "respostas avulsas ou de curto prazo".

Nesta nota, refere-se que Adalberto Campos Fernandes é "médico, especialista em saúde pública e professor da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa" e "foi também ministro da Saúde" – no primeiro Governo do PS chefiado por António Costa.

É licenciado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, com mestrado em saúde pública, na área de administração dos serviços de saúde, pela Universidade Nova de Lisboa, doutoramento em administração da saúde pela Universidade de Lisboa.

Em declarações aos jornalistas no dia em que foi designado para o cargo, Adalberto Campos Fernandes defendeu que esta área “precisa muito mais de consensos do que de ruturas”.

Questionado se a construção deste pacto passará por reuniões com os partidos, Campos Fernandes disse não querer entrar, para já, em muitos detalhes.

“Mas seguramente que sim, não se faz política, nem se mudam as coisas no país, nada no país sem a democracia (…) O país precisa - ao contrário do que se pensa - muito mais de consenso do que de ruturas e nós estamos muito fixados nessa ideia”, disse.

À pergunta se esses consensos devem ser construídos apenas entre PS e PSD ou se deverão incluir também o Chega, respondeu: “O país é um país inteiro, todos representam alguém, não há partidos de primeira, não há partidos de segunda”.


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