“Não dá soluções ao nível da habitação, não apresenta soluções ao nível da melhoria do custo de vida, reduzindo os impostos como tanto o Partido Socialista tem vindo a defender, e não consegue evitar a saída de milhares e milhares de madeirenses por falta de oportunidades na região”, disse Sérgio Gonçalves.
O líder dos socialistas madeirenses falava à margem da reunião da Comissão Regional do PS, que decorreu num hotel no concelho de Santa Cruz.
Sérgio Gonçalves salientou que os comissários hoje reunidos “estão preocupados com esta situação” e com os problemas do arquipélago, apontando que “é por isso que o Partido Socialista se afirma como alternativa, com soluções concretas”.
O socialista referiu que a Madeira é a região do país com rendimentos mais baixos e tem impostos mais altos do que os Açores, além de “graves problemas de habitação e saúde”.
“Ainda esta semana assistimos a dados publicados pelo Governo Regional dando nota da redução das listas de espera em 10% quando na realidade as listas de espera duplicaram desde que Miguel Albuquerque é presidente”, sustentou.
Sérgio Gonçalves assegurou que o foco dos socialistas é “trabalhar ao longo deste ano” para “mudar a Madeira nas próximas eleições regionais”, que se realizam entre setembro e outubro.
O representante foi questionado sobre uma eventual discussão, na reunião de hoje, sobre a saída de Carlos Pereira, deputado madeirense do PS à Assembleia da República, da comissão de inquérito à transportadora aérea TAP. O tema, respondeu, não foi abordado pela Comissão Regional.
O Correio da Manhã noticiou um alegado perdão de parte (66 mil euros) de uma dívida de Carlos Pereira enquanto avalista de uma empresa que faliu em 2015.
“Não é um tema da atividade partidária, da nossa atividade política, é uma questão pessoal do deputado Carlos Pereira, portanto não tem nada a ver com o Partido Socialista da Madeira”, disse.
