“Neste momento, há uma grande incerteza ao nível do financiamento para estas instituições”, afirmou o deputado socialista Marco Martins, que falava no âmbito de uma reunião com a URMA – União Regional das Misericórdias dos Açores, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
O parlamentar do PS/Açores, citado numa nota de imprensa divulgada pelo partido, considerou que “as misericórdias e as IPSS nos Açores vivem uma situação extremamente desafiante”.
Marco Martins recordou que, “no ano passado, muitas instituições não conseguiram ter condições financeiras para assegurar, por exemplo, o subsídio de Natal aos seus colaboradores".
"Nós, de maneira alguma, queremos que volte a acontecer esta situação", alertou o socialista.
Na reunião, o socialista criticou a atualização do financiamento prevista no acordo de cooperação que foi efetivado este ano para os Açores, que "foi apenas de um aumento de 2,4%", abaixo dos 4,7%, registados a nível nacional, "acrescido de majorações", afirmando que “nada impede o Governo da República de efetivar um aumento, mesmo sem a apresentação do estudo sobre custos das respostas sociais.”
De acordo com a nota do grupo parlamentar do PS/Açores, o deputado repudiou a postura do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) relativamente ao estudo para aferir o custo real das várias respostas sociais na região.
“Este estudo encontra-se atrasado cerca de três meses e a culpa não tem outro nome a não ser a sra. secretária regional da Segurança Social e o próprio presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro", criticou.
Marco Martins recordou ainda que, durante a Assembleia-Geral da URMA, realizada no fim de semana, na ilha das Flores, "foi lançado um alerta público para as dificuldades enfrentadas pelas instituições, nomeadamente no pagamento a funcionários e fornecedores".
"O Governo de Bolieiro tem de passar das palavras aos atos e não culpabilizar estas instituições que trabalham diariamente com afinco pelos erros do seu Governo", defendeu.
Marco Martins exigiu ao executivo açoriano que “articule com o Governo da República, que tenha voz grossa, que tenha mão firme" e que deixe de "ser subserviente nesta matéria".
Para o deputado, as várias IPSS dos Açores e Misericórdias, "precisam de uma resposta atempada", garantindo que “o PS vai continuar atento e a exigir uma resposta cabal e ajustada".
