Num aviso dirigido à população, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) relembra, face aos riscos expectáveis, a necessidade da adoção de comportamentos adequados, em especial nas zonas mais vulneráveis.
Além de inundações e cheias, a ANEPC alerta para a possibilidade de deslizamentos de terras, derrocadas, estradas escorregadias, acidentes junto ao mar e arrastamento de objetos soltos ou mal fixados.
Como cautela, a Proteção Civil recomenda, nomeadamente, a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas das chuvas, o estacionamento de viaturas fora de zonas arborizadas ou inundáveis, a fixação adequada de andaimes, painéis ou outras estruturas suspensas, a retirada de animais, equipamentos, veículos e outros bens para locais seguros, o fecho de estores e janelas, em especial os virados na direção do vento, e a condução defensiva nas estradas, reduzindo a velocidade.
A ANEPC aconselha também que não se atravesse zonas inundadas, para "precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas", e que se evite "qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água", em particular nas zonas com histórico de inundações.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou os distritos do Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga sob aviso amarelo, o menos grave, devido à previsão de períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, até às 00h00 de sábado.
De acordo com o IPMA, Portugal continental e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores vão ser afetados a partir de domingo e até à próxima sexta-feira por chuva e vento fortes e agitação marítima na sequência de uma depressão centrada a norte dos Açores, denominada Bruna.
