Moradores querem transformar Cova da Moura em parque urbano

Mais de uma década após o realojamento dos habitantes da Cova da Moura, defende-se que este local deveria tornar-se uma área verde



Tendo em conta o estado atual em que se encontra a Cova da Moura, em Rabo de Peixe, mais de dez anos depois de realojadas todas as famílias que ali viviam atentadas pelo mar e por precárias condições de vida, começam a surgir vozes que defendem uma reabilitação daquele sítio para que se torne mais verde e para que traga outro dinamismo à vila.

Uma destas vozes é a de Luís Carlos Brum, tendo como objetivo, no futuro, apresentar uma proposta às autarquias da Ribeira Grande e de Rabo de Peixe no sentido de ali se construir um parque urbano que sirva de complemento à ciclovia que vai existir no local.

“Aquele caminho está deserto, as próprias plantas que ali colocaram morreram à sede. Aquela é uma zona que tem apenas uma creche ao fundo, perto das Calhetas, por isso precisava de uma zona verde e de um parque para piqueniques, por exemplo. Seria uma boa ideia para a Cova da Moura”, afirma.

Apesar de a ciclovia ser um bom projeto para aquela zona, Luís Carlos Brum reforça que “não é suficiente” tendo em conta as necessidades da vila. O necessário, avança, seria “a Câmara expropriar todos os terrenos e tomar conta daquela zona por completo, para que não tenha um aspeto desterrado”.

Embora não exista ainda um movimento sólido a favor desta ideia, admite-se que existem já várias pessoas que têm a mesma visão em relação ao referido local em Rabo de Peixe.

Assim, no futuro, a ideia será “formar um grupo para levar este projeto em frente” e, formalmente, apresentar a ideia às autarquias para que possa, um dia, ser executada.
Luís Carlos Brum relembra que, no passado, apresentou formalmente uma ideia à autarquia, porém, esta continua por executar.

“Como Rabo de Peixe tem muita ausência de zonas verdes, de zonas para lazer, o que eu apresentei estava relacionado com a jardinagem do Largo do Charco, que só tem erva. Foi um projeto para a zona que foi proposto e que foi aprovado por unanimidade, mas continuamos sem o Jardim do Charco”, afirma, com a esperança de que, desta vez, o resultado seja diferente.

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