“Daquilo que estiver do
nosso lado, podemos garantir que nenhuma instituição entrará em rutura
nem nenhum salário será afetado. Essa situação nunca se irá pôr”, disse à
Lusa a Ministra da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Elvira
Fortunato. “Reconhecemos as dificuldades
que as Instituições de Ensino Superior (IES) atravessam com toda esta
situação que o mundo vive”, acrescentou a ministra, reagindo à posição
do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) que pediu
ao Governo um reforço adicional de 5%, ou seja, mais 60 milhões de euros
para fazer face ao aumento de despesas. Em
declarações à Lusa, o presidente do CRUP explicou que este valor
corresponde a despesas provocadas pela inflação e pelas novas medidas do
Governo, tais como os aumentos salariais. O
Contrato de Legislatura celebrado entre as instituições e o Governo
prevê precisamente um reforço de transferências quando alguma destas
duas situações ocorre. À margem de um
seminário que está a decorrer no Laboratório Nacional de Engenharia
Civil (LNEC), em Lisboa, Elvira Fortunado contou que recebeu na semana
passada, em 13 de abril, a carta enviada pelo CRUP e que o assunto está a
ser analisado. “Não estamos indiferentes”
à situação financeiras das instituições, disse, explicando que vão
começar os trabalhos para definir o orçamento das instituições para o
próximo ano assim como as reuniões para desenhar o novo Contrato de
Legislatura. A ministra sublinhou que
pretende “garantir a estabilidade a e confiança no sistema”, lembrando
que, no ano passado, as IES receberam um reforço adicional de 25 milhões
de euros para fazer face aos custos de energia. À
Lusa, o presidente do CRUP, António Sousa Pereira, alertou que as
instituições terão de fazer cortes caso não recebam o reforço adicional
de 60 milhões, sendo os salários sempre a última opção. “O
ministro das Finanças anunciou na terça-feira (passada) na Assembleia
da República que, a partir de 20 de maio, os recibos dos trabalhadores
da Função Pública vão ter que incluir os aumentos extraordinários, com
retroativos a janeiro: sucede, porém, que as instituições de ensino
superior não têm esse dinheiro!”, alertou António Sousa Pereira.
Ministra do Ensino Superior garante que nenhuma instituição entrará em rutura
A Ministra do
Ensino Superior reconheceu as dificuldades financeiras que
atravessam as instituições de ensino superior, garantindo que terão as
verbas necessárias para que "nenhuma entre em rutura” nem fiquem
salários em causa.
Autor: Lusa/AO Online
