Pico

Lajes do Pico recebem festival gastronómico LUME

A Vila das Lajes do Pico recebe a primeira edição do festival gastronómico LUME, criado em coprodução pelos chefs Rafael Ávila Melo e Franco Pinilla do restaurante Bioma, e pela Câmara Municipal, que vai reunir à volta do fogo chefs locais, regionais e nacionais



As Lajes do Pico recebem no próximo sábado a primeira edição do festival gastronómico Lume, que pretende transformar esta vila no epicentro da gastronomia e da cultura atlântica.

Concebido pelos chefs Rafael Ávila Melo e Franco Pinilla, do restaurante Bioma, este evento assenta no manifesto “Fogo, Produto e Comunidade”, com o objetivo de estender a filosofia de proximidade do restaurante à praça pública, criando “um espaço de partilha comunitária e reflexão focado na sustentabilidade alimentar, na resiliência insular e na riqueza, qualidade e valorização do território vulcânico dos Açores”.

“Trazer a cozinha para a rua e colocar o território no centro da celebração é o reflexo daquilo que acreditamos ser o futuro da gastronomia na nossa ilha e no arquipélago”, afirmam os chefs Rafael Ávila Melo e Franco Pinilla, curadores do festival, citados em nota enviada à comunicação social.

Os chefs acrescentam que “o LUME nasce para ser esse grande ponto de encontro comunitário, onde cada ingrediente e cada técnica partilham a história e a resiliência das pessoas do Pico”.

Por sua vez, a presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico, Ana Brum, sublinha o impacto estratégico da iniciativa para a Região.

“A criação do Festival LUME representa uma aposta clara na valorização do nosso património imaterial e na promoção das Lajes do Pico como um destino de referência no turismo gastronómico e cultural. É fundamental criarmos plataformas que deem palco aos nossos produtores e artesãos locais, envolvendo diretamente a comunidade nas dinâmicas de desenvolvimento do concelho”, afirma.

O festival gastronómico LUME contará com uma Cozinha Central, um espaço de forte proximidade onde o público poderá acompanhar de perto chefs locais e convidados a cozinhar em torno do fogo, num ambiente totalmente aberto e interativo.

O programa reserva também um momento especial inteiramente dedicado à raça autóctone Ramo Grande DOP, proveniente da Quinta da Vermelhinha. A peça será assada lentamente ao longo de todo o dia, inteiramente ao lume, estando a sua retirada do fogo prevista para as 17h00, a antecipar o grande jantar comunitário marcado para as 18h00.

Este festival irá juntar os chefs da casa, Franco Pinilla e Rafael Ávila Melo, do restaurante Bioma (distinguido com 1 Sol Guia Repsol), com Rui Batista, do restaurante Latitude (1 Sol Guia Repsol), Olavo Pereira, do projeto Atafona, e Ruben Soares, do restaurante Furna.

Mas também o chef José Pereira, do restaurante Otaka (Recomendação Guia Repsol), em São Miguel, o chef Sérgio Nazaré, vindo do Faial para representar os projetos Cantina da Praça & Sella’s, e o casal de chefs Catarina e Vasco Silveira, do restaurante Pôr do Sal, na ilha Terceira.

O evento recebe ainda o chef César Abreu, do restaurante Audax, na ilha da Madeira (projeto distinguido pelo Guia Michelin e com 1 Sol Guia Repsol).

As restantes áreas do festival englobam o espaço Adegas & Produtores, dedicado à descoberta dos vinhos vulcânicos cultivados no património da UNESCO, o Palco Vivo, para música e conversas transversais, e o Espaço Comunidade, o ponto de encontro de vizinhos e famílias em torno da mesa.

Quanto à Montra de Vinhos, a nota da organização explica que o LUME pretende concentrar uma das mais completas representações de adegas e produtores de vinho vulcânico da ilha, dando a provar os néctares cultivados nos icónicos currais de pedra, património mundial da UNESCO.

Entre as presenças confirmadas encontram-se a Adega do Vulcão, Azores Wine Company, A Cooperativa, A Cerca dos Frades, Adega Lucas Amaral, Curral Atlantis, Entre Pedras, Santana, Spot Lávico, Cooperativa, Insula Vinus e A Buraca. A par dos vinhos de excelência, o espaço incluirá produtores de cerveja artesanal, sidra e outras bebidas regionais. Além disso, uma área dedicada a produtores agrícolas e artesãos da ilha colocará em evidência os produtos da terra e os saberes tradicionais que definem o Pico.

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