"Esperamos uma mudança de ritmo", disse Meloni aos jornalistas após uma reunião com o seu homólogo espanhol, Pedro Sanchez, em Roma.
"O facto de a Europa estar a olhar mais atentamente para esta questão é um passo importante, mas estamos de acordo em que (na próxima reunião do Conselho Europeu), em junho, a Comissão precisa fazer um balanço das iniciativas concretas, começando pelo financiamento e pela identificação de soluções estruturais com os países do norte de África", sublinhou.
O primeiro-ministro espanhol pronunciou-se no mesmo sentido, afirmando que houve “progressos na Europa” e enfatizando que “é um problema europeu e precisa de uma solução europeia".
"Itália e Espanha precisam de falar menos sobre a dimensão interna e mais sobre a dimensão externa, sobre a cooperação com os países de trânsito e origem", defendeu o chefe do Governo espanhol, frisando que para isso são necessários "recursos adequados".
"Itália e Espanha são responsáveis pelas suas fronteiras, mas precisamos de acrescentar o conceito de solidariedade", concluiu Sanchez.
Os dois chefes de Governo reuniram-se no dia seguinte a uma cimeira de altos funcionários dos dois países para discutir a migração, com o Ministério do Interior de Itália a informar que 28.028 migrantes e refugiados chegaram ao país por mar desde o início do ano, em comparação com 6.832 no mesmo período de 2022 e 8.394 em 2021.
A reunião ter-se-á centrado na prestação de assistência à Tunísia, país de partida de muitos dos migrantes e refugiados que chegaram a Itália por mar nas últimas semanas, e que enfrenta uma grave crise económica e social.
