França viola Carta Social com retenção salarial desproporcionada a grevistas

Um órgão do Conselho da Europa considerou que a França viola a Carta Social Europeia ao aplicar a certos funcionários públicos uma retenção “desproporcionada” dos seus salários quando fazem greve.



O Comité Europeu dos Direitos Sociais foi instado por uma das principais confederações sindicais francesas, a CGT, a pronunciar-se sobre a regra dita do “trigésimo indivisível”.

Esta regra estipula que um funcionário público seja privado de um dia inteiro de ordenado, qualquer que seja o número de horas durante as quais fez greve durante esse dia.

Esta disposição “representa uma retenção desproporcionada do salário dos grevistas e tem um caráter punitivo”, salientaram os juristas europeus.

A CGT felicitou-se, em comunicado, com esta “bela vitória” (…) deste período de mobilização social”.

Um projeto de mudança das reformas em França está a motivar um amplo movimento de contestação e protesto social.


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