A adesão à greve de ontem nos Açores foi significativa, afetando o serviços públicos e empresas privadas de diversos setores. Como tem vindo a ser habitual, saúde e educação foram os setores que registaram maior adesão à paralisação convocada pelos sindicatos afetos à CGTP, em protesto conta o pacote laboral.
De acordo com Rui Teixeira, coordenador regional da CGTP-In nos Açores, em duas empresas privadas, nomeadamente Pronicol e Cofaco, a “adesão foi mesmo muito significativa, bem como em algum comércio”. No setor da educação, Rui Teixeira afirmou que “creches e jardins de infância na Região, contaram com uma boa adesão à greve”.
Muitas escolas encerraram “um pouco por todas as ilhas dos Açores. Algumas escolas já por voltas das 8h30 estavam encerradas, outras escolas fecharam mais tarde, consoante foram vendo se tinham ou não condições para se manterem abertas”, acontecendo o mesmo com as IPSS e as Misericórdias.
Na Saúde, para além de alguns serviços dos Centros de Saúde na Região terem encerrados, nos três hospitais a adesão à greve foi significativa, como explicou Rui Teixeira: “o hospital da ilha Terceira e da Horta (Faial) tiveram uma adesão muito grande a esta paralisação. O hospital de Ponta Delgada teve um pouco menos, mas igualmente significativa”.
Quem também aderiu à paralisação foram os trabalhadores dos matadouros da Região, com as instalações das ilhas do Pico, Angra do Heroísmo e Horta, a não terem abates. Já o matadouro da ilha de São Miguel registou uma adesão à greve na ordem dos 50%.
Também a operação da SATA Air Açores foi condicionada devido à greve dos trabalhadores do IPMA. Em comunicado, a SATA refere que a indisponibilidade destes serviços, “considerados críticos para a operação, provocou o atraso de vários voos e o cancelamento de 10 ligações”. Desta forma, a SATA teve de reorganizar a sua operação e a “reacomodar os passageiros afetados em voos alternativos, que serão realizados logo que as condições operacionais o permitam”.
