Na ocasião, a presidente da Comissão de Política Geral, Elisa Sousa, destacou a necessidade de continuar a existir “uma discriminação positiva das RUP, por forma a garantir o seu desenvolvimento, convergência e crescimento, colocando estas regiões em pé de igualdade com outras do centro da União Europeia”.
De acordo com nota de imprensa, na sessão dedicada ao conteúdo do parecer: “Dar prioridade às pessoas, garantir o crescimento sustentável e inclusivo, realizar o potencial das Regiões Ultraperiféricas da EU”, adotado pelo Comité das Regiões, Elisa Sousa, sublinhou o potencial da Região nos domínios do mar, do espaço, do turismo, da transição digital e dos transportes, reiterando a “importância de se promover os Açores como um verdadeiro laboratório de futuro, focado no mar e no espaço, criando políticas dedicadas à sustentabilidade, tanto na vertente económica como na vertente ambiental”.
Defendendo a necessidade da adoção de medidas urgentes que garantam os princípios da coesão e da continuidade territorial, minimizando “as desvantagens decorrentes da insularidade”, a presidente da Comissão priorizou a substituição dos cabos submarinos e a criação de uma política de transportes marítimos e aéreos de bens e pessoas, entre as ilhas e o continente, de forma “a responder de modo sustentado às necessidades económicas e sociais das suas populações”.
Na sua intervenção, Elisa Sousa considerou primordial a adoção de medidas e condições para a formação dos jovens, criação de emprego e apoio à habitação, como estratégia de combate à pobreza e à demografia, bem como a aposta numa política de “igualdade de acesso a cuidados de saúde modernos e eficientes”, através do recrutamento e retenção de profissionais desta área na Região.
Para a presidemte da Comissão de Política Geral, o diálogo entre as várias instituições e a União Europeia é fundamental para “dar prioridades às pessoas”, defendendo “um papel mais forte de acompanhamento dos diversos documentos que impactam diretamente com as RUP, desde o seu início, reforçando também o papel dos parlamentos nacionais e das assembleias regionais”, cujos contributos devem ser tidos em consideração para o processo de construção do projeto europeu.
