Bispo pede a romeiros que rezem pelos jovens e vítimas de abusos

O bispo de Angra enviou ao Movimento dos Romeiros de São Miguel 17 intenções de oração para a Romaria Quaresmal que começa no próximo sábado, dia 25 de fevereiro, depois de quase três anos de interrupção devido à pandemia



O bispo da Diocese de Angra pediu ao Movimento dos Romeiros de São Miguel que os 55 ranchos de romeiros rezem por 17 intenções na Romaria Quaresmal 2023, que começa na madrugada do dia 25 de fevereiro, depois de quase três anos sem se realizar por causa das condições sanitárias impostas pela pandemia.

“Por todos os jovens da diocese”, “Pela Jornada Mundial da Juventude”, “Para que todos os jovens se sintam chamados a uma vocação, seja na família ou na vida consagrada”, “Pelas crianças sem lar, sem família unida e sem pão” e “por todas as vítimas de abusos” são algumas das preces de D. Armando Esteves Domingues entregou aos romeiros para, que na sua caminhada de conversão, possam pedir a intercessão de Nossa Senhora, refere o sítio Igreja Açores.

Os romeiros têm por hábito recolher as várias intenções e rezar por elas, a começar pelas do bispo, além das intenções próprias, pessoais e das que são “encomendadas” ao procurador das almas à passagem do rancho pelos diferentes lugares.

D. Armando Esteves Domingues pediu, ainda, aos Romeiros que rezem pelas “famílias e lares desavindos”, pelos “pobres e desprezados”, pelos “padres e leigos missionários”, pelos “desempregados e por todos os que têm salários insuficientes para sustentar dignamente a sua família”, pelos “nossos velhinhos que vivem em família ou em lares de acolhimento para que se sintam sempre amados”, pela “renovação da Igreja Açoriana e todas as suas estruturas e movimentos”, pela “santidade dos sacerdotes, religiosas e religiosos”, “pela Diocese de Angra e pela Igreja presente nas nove ilhas”, e ainda pelo “Santo Padre e todos os bispos”.

O bispo de Angra não esqueceu, por outro lado, as “autoridades para que zelem pelo bem comum e pelos Romeiros e todos os peregrinos das diversas devoções nos Açores”, para que “sejamos agradecidos pelo dom dos irmãos que Deus nos dá”.

“Ao nosso Bom Deus agradeço pelo dom dos nossos Romeiros e peço que as romarias Quaresmais encham de esperança o coração de cada um, reanime a sua vida familiar e profissional e traga gente renovada à vida das comunidades paroquiais a que pertencem”, afirma ainda o prelado.

“ Que o mundo onde vivemos se torne um lugar cheio de paz e justiça, onde dê cada vez mais gosto viver”, escreve, invocando a bênção de Deus sobre os Romeiros, para que “ o Divino Espírito Santo ilumine o caminho para que os vossos pés não se firam”.

O primeiro encontro de D. Armando Esteves Domingues com o Movimento de Romeiros de São Miguel decorreu na Lagoa, durante o retiro anual que o movimento prepara antes de iniciar a Quaresma, e na ocasião o Bispo de Angra afirmou-se “disponível” para caminhar com os romeiros, expressando a sua “comunhão” e o “desejo de aprender” com eles a “por os pés de forma correta, pois no caminho procuramos sempre ser melhores”.

As romarias quaresmais terminam a 6 de abril, Quinta-feira Santa, o dia em que recolhem os últimos ranchos coincidindo com a Missa da Ceia do Senhor, onde está instituído o rito do Lava-pés.

Nas ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa também se vão realizar as Romarias Quaresmais, com três ranchos de homens que levarão as mesmas intenções.

O Movimento de Romeiros de São Miguel está a comemorar 500 anos das Romarias Quaresmais, neste ano pastoral 2022/2023, com um programa diversificado de celebração, formação, convívio e peregrinação, desde o dia 1 de outubro passado.

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