Balanços provisórios referem mais de 1.400 mortos na Turquia e Síria

O terramoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul da Turquia e o norte da Síria provocou pelo menos 1.400 mortos e destruiu centenas de edifícios, de acordo com os balanços provisórios citados pela Associated Press.



Segundo fontes oficiais dos dois países, centenas de pessoas encontram-se ainda sob os escombros receando-se, por isso, que o número de mortos venha a ser muito superior. 

Nos dois lados da fronteira registam-se condições meteorológicas adversas: temperaturas baixas e chuva que agravam a situação dos sobreviventes, sobretudo na Síria visto que a zona afetada é habitada por quase quatro milhões de deslocados internos e refugiados, vítimas da guerra que se prolonga desde 2011.  

As equipas de socorristas e residentes em várias cidades tentam encontrar sobreviventes que estejam sob as edificações destruídas.

O edifício de um hospital na Turquia, perto da fronteira, colapsou tendo as autoridades transferido os doentes e recém-nascidos para instalações em território sírio. 

Na cidade turca de Adana, um residente relatou que três prédios perto da sua casa ficaram totalmente destruídos.

"Já não tenho mais forças", disse um sobrevivente soterrado nos escombros escutado pelos socorristas, de acordo com o relato de um estudante de jornalismo, Muhammet Fatih Yavus, que se encontrava no local.     

Uma das zonas mais afetadas, no norte da Síria, é controlada pelos grupos armados de oposição ao regime de Damasco e por organizações extremistas islâmicas, cercados pelas forças russas, aliadas de Bashar Al Assad.

Na zona da Turquia atingida pelo sismo, viverem igualmente "milhares de refugiados" da guerra na Síria. 

A organização de socorristas e médicos da organização não-governamental Capacetes Brancos recordam que muitas pessoas já viviam em casas muito danificadas que tinham sido atingidas por bombardeamentos aéreos ou pelos disparos de artilharia de campanha.

Segundo a Associated Press, que cita os socorristas, os hospitais da região, incluindo uma maternidade, estão a ficar lotados de feridos. 

"Receamos que o número (de mortos) possa ser muito superior", disse Muheeb Qaddour, médico da organização SAMS que se encontra na cidade de Atmeh.


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