A Associação para a Promoção e Proteção Ambiental dos Açores (APPAA) entende que o serviço de transportes públicos terrestres na Região não serve a população residente e visitante, que tem de recorrer ao transporte privado, propondo uma “reforma adaptada às necessidades e às possibilidades do nosso tempo”.
“É necessário criar um sistema que
tenha maior frequência na oferta de transportes, maior variedade de
acessos e maior flexibilidade de horários. Essa questão também se prende
com as alterações climáticas e o consumo de combustíveis fósseis. A
utilização de autocarros elétricos nos principais centros urbanos, com
articulação com os restantes transportes, evitaria a utilização
sistemática do transporte individual”, alerta o vice-presidente da APPAA
em declarações a este jornal.
Ainda relacionada com as alterações climáticas, a associação de defesa do ambiente, pela voz de Luís Noronha, considera que é preciso produzir mais energia de fontes renováveis para favorecer a redução do recurso a combustíveis fósseis. E chama a atenção que o armazenamento da energia produzida em horas de menor consumo, com o recurso a baterias, será uma forma de poder aumentar as fontes de produção renováveis.
Por outro lado, evidencia que a educação ambiental não pode cingir-se às crianças e jovens, ainda que a mesma se possa “refletir nas famílias”.
“É importante a educação do consumidor, encaminhando-nos para o consumo de produtos locais, incentivando a poupança, quer de energia, quer da aquisição de bens supérfluos, grande parte importados, com grande ‘pegada ambiental’”, salienta. Para fazer notar que os Açores podem importar bens a granel, como forma de evitar as grandes quantidades de embalagens e, por conseguinte, dos resíduos por esta via produzidos. Luís Noronha sublinha que “a recolha de resíduos que podem ser reutilizados ou reciclados, depende não apenas da eficiência da cadeia de recolha, mas sobretudo da colaboração de todos os cidadãos”.
A APPAA deixa ainda
claro que “muito do que é deixado ao abandono vai para o mar”, uma
questão tão mais sensível quando a área marinha é “a maior da nossa
Região”. Daí o seu apelo “para que haja atenção e cuidado crescentes”
com a poluição que compromete “a qualidade da água e a sobrevivência das
espécies que têm o seu habitat no mar”.
Como realça Luís Noronha,
“todos os esforços para manter um ambiente preservado, serão necessários
para garantir o bem-estar de todos nós”.
