A medida foi tomada pela vice-presidência do Governo Regional, através da Direção Regional das Comunicações e da Transição Digital.
Segundo uma nota de imprensa do executivo açoriano, a iniciativa visa dotar os recursos humanos do ecossistema público açoriano de “competências essenciais para identificar, mitigar e prevenir potenciais ameaças no ciberespaço, consolidando uma cultura organizacional pautada pela prevenção, resiliência e maturidade digital”.
"A transformação digital da Administração Pública só é verdadeiramente eficaz e confiável se for acompanhada por uma robusta e contínua cultura de segurança. Soluções tecnológicas avançadas e investimentos em infraestruturas digitais são cruciais, mas a primeira linha de defesa perante os riscos do ciberespaço reside nas pessoas”, afirma o vice-presidente do Governo Regional, Artur Lima, citado na nota.
Para o governante, capacitar, formar e consciencializar os trabalhadores da Administração Pública Regional é “a garantia mais sólida de que os dados dos açorianos e o ecossistema dos serviços públicos permanecem devidamente protegidos".
A nova plataforma aposta num modelo pedagógico flexível e dinâmico, estruturado através de ações de formação de curta duração, práticas e interativas.
“O plano de aprendizagem é fortemente ancorado em conteúdos audiovisuais de fácil assimilação e em questionários de avaliação contínua”, lê-se.
De acordo com a nota, os módulos formativos “cobrem as principais vulnerabilidades e incidentes do quotidiano profissional, com particular destaque para o reconhecimento rigoroso de esquemas de ‘phishing’, ‘spear-phishing’, ‘malware’ e outras estratégias de engenharia social comummente utilizadas por agentes maliciosos no ecossistema digital”.
Adicionalmente, o programa de capacitação integrará o desenvolvimento e a promoção regular de campanhas de ‘phishing’ simulado ao longo do ano.
As simulações, de natureza estritamente preventiva e pedagógica, permitirão monitorizar a evolução prática do conhecimento dos utilizadores, “capacitando-os para detetar atempadamente vetores de risco e reagir com eficácia, sem que haja qualquer intuito punitivo”.
“O objetivo é criar hábitos de prudência digital e reforçar o discernimento no manuseamento diário de ferramentas eletrónicas e de correio institucional”, indicou.
Com o lançamento da plataforma, o Governo dos Açores reafirma a sua visão de longo prazo para a transição digital no arquipélago, assegurando que o progresso tecnológico avança “em perfeita harmonia com o reforço da ciberresiliência e com a valorização contínua dos trabalhadores da Administração Pública Regional”.
A consolidação de uma estratégia regional de cibersegurança alinha-se com as exigências da legislação europeia e nacional, respondendo diretamente aos requisitos previstos na Diretiva NIS2, segundo a nota.
Artur Lima destaca que este investimento “transcende o plano meramente regulamentar, assumindo uma dimensão cívica e de eficiência no serviço público”.
"Cumprir as diretivas comunitárias como a NIS2 é um dever de rigor governamental, mas o nosso compromisso principal é com os cidadãos. Garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais e manter a confiança das pessoas nos meios digitais do Governo dos Açores é uma responsabilidade coletiva”, disse.
O número dois do executivo açoriano referiu, ainda, que ao investir na formação contínua dos profissionais, o Governo Regional está a “edificar uma Administração Pública mais moderna, transparente, segura e totalmente adaptada aos desafios do século XXI".
