Corvo sem abastecimento por mar há 14 dias

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A ilha do Corvo, nos Açores, está sem abastecimento por mar há 14 dias, estando em causa o 'stock' de bens de primeira necessidade, admitiu esta segunda-feira o Governo Regional e denunciou o PPM, que acusa o Executivo de "negligência".
 

"Tendo em conta as condições climatéricas adversas que se têm feito sentir nos Açores”, a ilha do Corvo “está sem abastecimento por via marítima há cerca de 14 dias (…) estando atualmente em causa o 'stock' de vários bens de primeira necessidade", lê-se num comunicado do Governo dos Açores hoje divulgado, no qual avança que vai tentar “assegurar o abastecimento extraordinário e alternativo ao Corvo ainda hoje”, por via aérea.

O comunicado do Governo regional foi divulgado ao mesmo tempo que decorria uma conferência de imprensa do deputado do Partido Popular Monárquico (PPM) no parlamento dos Açores, Paulo Estevão, na qual denunciou “uma nova rutura de 'stocks'" no Corvo e acusou o Executivo “de negligência” por não assegurar o abastecimento regular da ilha.

“As prateleiras das lojas da ilha estão vazias e faltam já produtos alimentares essenciais. As reservas de combustíveis estão novamente em mínimos que permitem uma autonomia de alguns dias e a atividade económica da ilha há muito que vive extremamente condicionada pela falta de entrega de mercadorias quer no âmbito da construção civil quer na atividade comercial em geral”, denunciou.

O deputado refutou que a situação se justifique apenas devido às más condições meteorológicas e condenou "veementemente a atuação do Governo Regional nesta matéria”.

“Nada do que está a suceder resulta das más condições do estado do mar. Na semana passada, as embarcações fizeram-se ao mar na ilha. Trata-se de uma situação de pura negligência que coloca a ilha do Corvo numa situação de grande vulnerabilidade se o estado do tempo se vier a agravar”, disse.

A empresa que ganhou o último concurso público para o transporte marítimo de mercadorias ainda não começou a operar e a que perdeu só o faz pontualmente, sublinhou, acusando o Governo dos Açores de não ter criado um plano de contingência para este período de transição.

“O Governo pede à empresa para se deslocar, não há aqui nenhuma organização sistemática deste assunto, as abertas não foram aproveitadas, agora vamos ter mais uma semana em que provavelmente não é possível fazer a ligação e, se assim for, vamos ter uma rutura não só dos produtos alimentares mas também do combustível e depois para tudo. É a atividade da ilha que está completamente condicionada há meses”, afirmou Paulo Estevão.

No comunicado hoje divulgado, o Governo dos Açores informa que vai tentar “assegurar o abastecimento extraordinário e alternativo ao Corvo ainda hoje”, garantindo que os comerciantes da ilha optaram "até agora, por prescindir de um transporte extraordinário para a ilha".

“Parte da mercadoria necessária será transportada no voo da SATA Air Açores SP589, que se realizará hoje à tarde caso as condições climatéricas o permitam, estando a ser ainda equacionada a realização de um segundo voo extraordinário para garantir a entrega de todos os bens que se afigurem necessários ao abastecimento da população da ilha do Corvo”, lê-se na mesma nota.

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