Força Aérea e ANAC negoceiam protocolo para aumentar uso civil das Lajes

Força Aérea e ANAC negoceiam protocolo para aumentar uso civil das Lajes

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Jun de 2015, 06:12

O líder do PSD/Açores revelou que a Força Aérea Portuguesa e a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) estão a negociar um protocolo para facilitar a utilização civil da pista da base das Lajes, na ilha Terceira.

 

"Estou convicto e seguro de que a breve trecho vai ser possível finalizar um protocolo que está a ser trabalhado entre o antigo INAC, agora ANAC, e a Força Aérea, de maneira a incrementar o uso civil da base das Lajes", salientou Duarte Freitas, em declarações aos jornalistas, na Praia da Vitória, no final de uma reunião com o comandante da Base Aérea n.º 4 (base das Lajes).

Segundo Duarte Freitas, a Força Aérea Portuguesa já assinou protocolos noutras bases e está também a trabalhar no sentido de permitir "a facilitação do uso civil por qualquer companhia na base das Lajes".

"Com isso, certamente, vai haver um bom contributo para a economia da ilha Terceira, para a economia dos Açores e se vão ultrapassar alguns dos constrangimentos que vinham a ser criticados", frisou.

O líder regional social-democrata disse que o grupo de trabalho da ANAC e da Força Aérea está ainda a estudar "as fórmulas de estabelecer este protocolo", lembrando que há muito que tem sido reivindicada "a melhoria da utilização civil da base das Lajes".

A necessidade de autorização de um pedido de aterragem com 72 horas de antecedência à Força Aérea Portuguesa tem sido apontada como um entrave ao aumento de escalas técnicas no aeroporto das Lajes.

Duarte Freitas elogiou também o trabalho prestado pela Força Aérea Portuguesa nas missões de busca e salvamento e de emergência médica nos Açores.

"Por vezes, esquecemo-nos do trabalho extraordinário que a Força Aérea Portuguesa faz aqui nos Açores, não só para os açorianos, mas para aqueles que nas nossas águas ou nos nossos ares precisam do apoio, muitas vezes imprescindível, da Força Aérea", frisou.

Questionado sobre o reforço de tripulações para a Base Aérea n.º4, o líder regional do PSD disse que a matéria não foi tratada na reunião que teve com o comandante, salientando que a necessidade de reforço de pilotos é um problema não só da Terceira, mas da Força Aérea globalmente.

"As tripulações não se inventam de um momento para o outro e muitas vezes saem os militares para outras entidades. Isso é um drama que existe sempre e que sempre existirá", afirmou.

Em junho de 2014, um homem ferido numa tourada na ilha de São Jorge morreu sem ser transferido para um hospital por falta de tripulação para pilotar um dos helicópteros da Força Aérea.

Em dezembro, o comandante do Comando Operacional dos Açores disse que a Força Aérea Portuguesa estava a desenvolver "um esforço grande" para ter na região as tripulações necessárias a operar com os todos meios que tem no arquipélago.

Em março de 2015, a secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, revelou que o comandante que viria para os Açores não passou nos exames.


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