BES

Vítor Bento lidera Novo Banco e afasta "incertezas"


 

LUSA/AO online   Economia   3 de Ago de 2014, 22:56

Vítor Bento revelou hoje que vai liderar o Novo Banco, a designação dada ao 'banco bom' que resultou da separação do BES, e garantiu que estão afastadas as "incertezas que ameaçavam a instituição", segundo um comunicado entretanto divulgado

"Tenho o prazer de ter sido nomeado para liderar o Novo Banco. Para os nossos clientes e colaboradores apenas uma coisa mudou - o seu Banco está agora mais forte e seguro que antes. As incertezas que ameaçavam a instituição nos últimos tempos foram afastadas", refere o comunicado assinado por Vítor Bento.

Na nota entretanto divulgada, o presidente executivo destaca que "o Novo Banco leva também consigo os fatores-chave que o vão tornar uma das principais instituições financeiras, nomeadamente, uma equipa de trabalho dedicada, um forte foco no cliente e um extenso portefólio de serviços bancários que irão contribuir para o progresso da economia portuguesa".

Vítor Bento deixa ainda uma nota de agradecimento aos colaboradores e aos clientes nacionais e internacionais, "que têm sido tão pacientes nos últimos tempos, enquanto se definia a solução que garantisse uma sólida base financeira para um crescimento futuro".

O Banco de Portugal anunciou hoje um plano de capitalização do Banco Espírito Santo (BES) de 4.900 milhões de euros e a separação dos ativos tóxicos ('bad bank') dos restantes que ficam numa nova instituição, o Novo Banco.

O capital é injetado no BES através do Fundo de Resolução bancário. No entanto, como este fundo foi criado há pouco tempo e só tem 380 milhões de euros, a solução encontrada passa por ir buscar o valor restante ao dinheiro da 'troika' destinado ao setor financeiro, em que ainda estão disponíveis 6,4 mil milhões de euros.

Assim, estima-se que virá do dinheiro da 'troika' entre 4.400 a 4.500 milhões de euros, através de um empréstimo ao fundo de resolução, existindo também uma contribuição extraordinária dos outros bancos que operam em Portugal. Esta ainda está a ser negociada e poderá ascender a cerca de 100 milhões de euros.



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