UGT propõe salário mínimo de 505 euros mas CGTP rejeita


 

Lusa/AO online   Nacional   17 de Set de 2014, 12:11

A UGT propôs um salário mínimo nacional (SMN) de 505 euros sem atualização até ao final de 2015, abrindo mão de efeitos retroativos, um valor que a CGTP considera que "não é minimamente justo".

 

No final da reunião do grupo de trabalho do SMN, Luís Correia, secretário-geral adjunto da UGT, explicou que a central não cede na sua proposta mínima de 505 euros, considerando que a atualização remuneratória pode ocorrer já em outubro.

Mas a CGTP defende que este valor "não é razoável" e que, se avançar este aumento de 20 euros, "é um mau passo".

Realçando que o SMN está congelado desde 2011, o membro da comissão executiva da CGTP Armando Farias defendeu que o aumento deve refletir os "52 meses de atraso", criticando a propensão de "outros parceiros" para que um valor de 505 euros possa vigorar até ao final de 2015.

"Continua a não dar resposta às necessidades", declarou o dirigente sindical, adiantando que a CGTP vai continuar a bater-se "todos os dias" pelo aumento do SMN "em valores minimamente razoáveis e não os que foram postos em cima da mesa".

Já Luís Correia disse que "a UGT podia ter pedido o sol e a lua", mas preferiu levar à reunião com os parceiros sociais "uma proposta séria", que não levará a mais desemprego.

Em cima da mesa, está assim uma atualização para 505 euros, sem retroativos, com hipótese de entrar em vigor já a 01 de outubro e vigorar até final de 2015.

"Não cedemos uma vírgula nestes 505 euros. A bola agora fica do lado Governo", adiantou o porta-voz da UGT, em declarações aos jornalistas.

"Pedir mais não é exequível, as empresas não têm capacidade para pagar", acrescentou, considerando que, se não houver acordo até à próxima reunião de concertação social, agendada para 30 de setembro, "o Governo tem que avançar".

Os representantes dos patrões deixaram a reunião de hoje, que durou cerca de hora e meia, sem prestar declarações.

A CGTP tem reivindicado o aumento do SMN para os 515 euros com efeitos a 01 de junho e a UGT tem reivindicado um SMN de 500 euros retroativo a 01 de julho, tendo agora aumentado o valor proposto, mas deixado cair o pedido de retroativos.

Atualmente o salário mínimo nacional é de 485 euros.


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