Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves com nova sede nos Açores

Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves com nova sede nos Açores

 

LUSA/AO online   Regional   30 de Mai de 2017, 16:13

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) tem desde hoje novas instalações, na vila do Nordeste, nos Açores, concelho onde desenvolve um projeto de recuperação do priolo, ave endémica que se encontra em perigo

"As instalações estavam a ficar exíguas e vamos mudar-nos para a vila do Nordeste, para um imóvel arrendado, um espaço físico onde vai estar instalada a equipa técnica da SPEA nos Açores, sendo que existe outro núcleo no Corvo”, disse Ricardo Ceia, novo coordenador da SPEA nos Açores, em declarações à agência Lusa.

Segundo Ricardo Ceia, a nova sede vai permitir, também, receber em melhores condições os sócios e voluntários da SPEA, acrescentando que o Centro Ambiental do Priolo mantém a sua localização na área da floresta laurissilva.

“As antigas instalações em Santo António Nordestino tinham uma vantagem por estarem perto dos viveiros de plantas nativas que utilizamos para os trabalhos de campo no âmbito do projeto LIFE Terras do Priolo, mas eram exíguas”, explicou.

O principal projeto da SPEA é o LIFE Terras do Priolo. O priolo é uma ave endémica açoriana em perigo que apenas existe na zona nordeste da ilha de São Miguel.

Na sequência de várias iniciativas realizadas ao longo dos últimos anos, no âmbito daquele projeto, a ave viu recentemente o seu estatuto revisto, tendo sido classificado como "vulnerável", o "mais baixo para espécies em risco de extinção".

Os avanços conseguidos nos últimos anos permitiram “um pequeno aumento” da população.

As iniciativas têm contemplado medidas de gestão e restauração da floresta laurissilva, habitat do priolo, e de turfeiras de altitude no nordeste da ilha Miguel, abrangendo a serra da Tronqueira e o planalto dos Graminhais.

Além deste projeto, a SPEA desenvolve também um trabalho de campo "um pouco pelas nove ilhas dos Açores", com projetos na área das aves marinhas, adiantou o responsável.

"Atualmente está assegurado financiamento para o projeto do priolo, que vai decorrer até meados do próximo ano, e ainda temos em curso dois projetos que se iniciaram este ano na área das aves marinhas", afirmou o coordenador da SPEA, admitindo que o financiamento para dar seguimento a estes projetos continua a ser "o maior desafio" da organização.


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